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Ex-presidente da AICEP crítica “bravatas diplomáticas” de Montenegro na China

Ricardo Arroja, que esteve um ano à frente da AICEP, deixou sérias críticas à postura de Luís Montenegro na visita do primeiro-ministro à China e ao Japão, acusando-o de optar por “bravatas diplomáticas”.
15 Setembro 2025, 11h52

Ricardo Arroja, ex-presidente da AICEP, criticou Luís Montenegro por aquilo que designou de “bravatas diplomáticas”, que no entender deste antigo responsável ocorreram durante a visita do chefe do Governo à China.

Antes de chegar ao responsável máximo do Governo neste artigo de opinião que pode ser lido no “Público”, Ricardo Arroja, que foi substituído da liderança para a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal em junho deste ano (esteve um ano no cargo), começou criticar Manuel Castro Almeida.

O ex-presidente da AICEP recordou a frase do então ministro da Coesão Territorial que, em abril deste ano, avisou que “quando os chineses tiveram de enfrentar barreiras de mais de 100%, vão tentar invadir a Europa do ponto de vista comercial” e que seria “dramático para o nosso sistema económico”. O responsável admite ter ficado perplexo com estas afirmações.

Sobre a visita de Luís Montenegro à China, Ricardo Arroja sublinha as mensagens de confiança deixadas pelo chefe do Governo português a Xi Jinping mas critica o primeiro-ministro de ambivalência face à China: “Por um lado realça-se o papel do investimento direto chinês na economia nacional; por outro abordou-se um tema (invasão da Ucrânia pela Rússia), que não podendo ser tabu, criou-se apenas um irritante”. “Coincidência ou não, os microfones desligaram-se”, referiu o antigo responsável da AICEP.

Ricardo Arroja criticou ainda aquilo que apelidou de “mais um momento estranho” de Luís Montenegro: “Quando anunciou, ainda em território chinês, que conversara com Trump sobre as relações bilaterais entre Portugal e os Estados Unidos”.

“A estas bravatas ideológicas seguiu-se, já no Japão, a divulgação de informação privilegiada antes do tempo da subida do rating da República Portuguesa por parte da Fitch”, algo, que de acordo com o Ricardo Arroja, deveria ter sido comunicada pela própria agência de notação de risco: “Após o encerramento dos mercados (como é regra)”.


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