A ex-vice-presidente da Comissão Europeia e atual reitora da Universidade da Europa, Federica Mogherini, foi detida hoje na sequência de buscas feitas pela Procuradoria Europeia por suspeita de fraude, disse à Lusa fonte ligada ao processo. A esta juntaram-se mais duas detenções também por suspeitas de fraude depois de buscas realizadas no Colégio da Europa, em Bruges (Bélgica), e no Serviço de Ação Externa da União Europeia.
O jornal belga De Standaard, referenciado pelo The Guardian, salientou que as outras duas pessoas detidas pertenciam a “círculos diplomáticos” e que as suas detenções estariam relacionadas com suspeitas de “fraude em concursos, corrupção e conflitos de interesses”.
De acordo com o the Guardian o atual diretor geral da Comissão Europeia, Stefano Sannino, seria outro dos detidos no âmbito desta investigação.
Federica Mogherini foi alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança entre 2014 e 2019.
Um comunicado da Procuradora Europeia referiu que estas buscas fazem parte de uma investigação relativa a suspeitas de fraude ligadas ao “financiamento da União Europeia à instrução de diplomatas juniores”.
Para além das buscas realizadas no Colégio da Europa e no Serviço de Ação Externa foram efetuadas buscas nos domicílios dos detidos.
A investigação incidirá sobre um projeto da Academia Diplomática da União Europeia que tem como objetivo dar instrução a jovens que pretendem ingressar na carreira diplomática nos Estados-membros da União Europeia.
A Procuradoria Europeia suspeita que foi colocada em causa a competição justa e também que um dos candidatos que se propunha a receber financiamento da União Europeia teria tido acesso a informação confidencial.
É ainda referido que foi aprovado o levantamento da imunidade de vários suspeitos a pedido da Procuradoria da Europeia antes do início das buscas.
O Serviço de Ação Externa é tutelado pela alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, frequentaram o Colégio da Europa.
O Colégio da Europeia salientou, citado pelo The Guardian, que iria cooperar com as autoridades no interesse da “transparência e no respeito pelo processo investigativo” e que permanecia comprometido com os “mais elevados padrões de integridade, justiça e de compliance, tanto ao nível académico e administrativo”.
Atualizado às 16h35
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