A Quinta da Comporta – Wellness Boutique Resort de luxo de 5 estrelas localizado no Carvalhal, no coração da Comporta, vai ser comprado pelo Experimental Group, grupo hoteleiro francês que detém hotéis boutique, bares e restaurantes em Paris, Londres, Veneza, Ibiza, Menorca, Biarritz, Verbier e Cotswolds (no Reino Unido).
O Experimental Group, que comprou em dezembro o primeiro hotel de cinco estrelas do Porto, o Infante Sagres, chegou a acordo para comprar o resort Quinta da Comporta por 70 milhões de euros, apurou o Jornal Económico.
A Quinta da Comporta é maioritariamente detida pelo arquiteto e designer português Miguel Câncio Martins, sendo este o seu primeiro projeto de assinatura e gestão hoteleira em nome próprio em Portugal.
Os restantes acionistas minoritários são franceses, segundo fontes conhecedoras do projeto.
O Jornal Económico contactou Miguel Câncio Martins e o Experimental Group e não obteve resposta.
Segundo as nossas fontes, ainda não foi feito o closing, razão pela qual não foi comunicado oficialmente. Mas já há um acordo.
O projeto Quinta da Comporta foi desenvolvido com uma componente imobiliária onde unidades específicas (Pool Villas e Townhouses) foram comercializadas para proprietários privados, permanecendo integradas na gestão e exploração turística do resort.
O Experimental Group foi fundado em 2007 por três amigos de infância: Olivier Bon, Pierre-Charles Cros e Romée de Goriainoff, aos quais se juntou mais tarde Xavier Padovani.
Atualmente, os acionistas estratégicos e institucionais do Experimental Group são o Brookfield Asset Management. gestora global de ativos. O fundo de private equity é um acionista significativo, tendo estabelecido parcerias para expandir a plataforma de hotelaria do grupo na Europa. O outro grande acionista é Jean Moueix, membro da família proprietária do prestigiado Château Pétrus. É um investidor de longa data.
Depois surge o Bpifrance, banco promocional francês (concorrente do Banco de Fomento) também consta como um dos investidores no perfil de capital da empresa.
Em 2024, Christian Louboutin tornou-se acionista do grupo. O estilista francês juntou-se aos acionistas Jean Moueix e Brookfield Asset Management para apoiar o desenvolvimento do portefólio de hotéis, restaurantes e bares do grupo. Alexis Dyèvre, associado de Louboutin na Maison Gatti, também detém uma participação minoritária.
O grupo Experimental dispõe de 12 hotéis em destinos como Londres, Paris, Ibiza, Biarritz, Val d’Isère, Verbier, Menorca, Veneza, Reino Unido, entre outros. Acrescem ao portefólio os sete bares de cocktails em Paris, Londres, Veneza, Nova Iorque, Verbier e Val d’Isère, entre outros projetos.
O grupo abriu em 2025 o Experimental Chalet Val d’Isère, nos Alpes franceses e o Hotel Experimental Marais em Paris. Em 2026, e para além do Hotel Infante Sagres no Porto, que abrirá no outono de 2026, o grupo também programado a abertura de um hotel em Roma no Verão de 2026.
Foi retirada a referência à NEO Investment Partners, sociedade de investimento focada em marcas de estilo de vida depois de a Experimental Group ter referido que não fazia parte da estrutura acionista.
Fonte oficial da Experimental referiu esta sexta-feira ao Jornal Económico que “neste momento, não estamos em posição de comentar rumores de mercado ou potenciais transações. De forma geral, o Experimental não comenta discussões em curso nem assuntos de natureza confidencial”. A Experimental disse também posteriormente, numa segunda mensagem, que considera “o artigo publicado é totalmente impreciso” porque “não está a confirmar nenhuma transação neste momento”.
Conteúdo publicado na edição do Jornal Económico de 23 de janeiro.
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