Exportações de componentes automóveis caem 7,9% em agosto

Ao analisar as vendas ao exterior, relativamente aos primeiros oito meses deste ano, verifica-se que as exportações apenas estiveram acima do nível verificado em 2019, durante os meses de fevereiro e março, diz a AFIA em comunicado.

Benoit Tessier/Reuters

As exportações de componentes automóveis continuam em queda. Quando comparadas com o mesmo período de 2019, as exportações de componentes automóveis registaram uma diminuição no mês de agosto. De acordo com a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – as exportações de componentes automóveis fixaram-se nos 518 milhões de euros, o que representa uma descida de 7,9% durante o mês de agosto e quando comparada com o mesmo período de 2019.

Ao analisar as vendas ao exterior, relativamente aos primeiros oito meses deste ano, verifica-se que as exportações apenas estiveram acima do nível verificado em 2019, durante os meses de fevereiro e março, diz a AFIA em comunicado.

Assim, e quando se refere ao acumulado até ao último mês de agosto, as exportações de componentes automóveis refletem um decréscimo de 4,9%, em relação ao mesmo período de 2019, atingindo nesta altura os 6.056 milhões de euros, acrescenta a associação.

“Em termos de países destino das exportações de janeiro a agosto de 2021, e face ao mesmo período de 2019, Espanha mantém-se no topo com vendas de 1.727 milhões de euros (+3,2%), seguida da Alemanha com 1.235 milhões de euros (-8,4%), em terceiro lugar surge a França com um registo de 727 milhões de euros (-20,7%) e, por último, o Reino Unido que totaliza 293 milhões de euros (-46,7%). No total, estes 4 países concentram 66% das exportações portuguesas de componentes automóveis”, explica.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 11 de outubro pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

A AFIA chama a atenção que um pouco por todo o mundo, a falta de chips e componentes eletrónicos continuam a ser apontados como uma das principais causas de problemas nas cadeias de abastecimento, pois têm levado a que as construtoras automóveis interrompam temporariamente a sua laboração. “Outras situações como a pandemia de Covid-19, que continua com níveis muito elevados em alguns países, e o Brexit (as exportações para o Reino Unido caíram 46,7%) são outras das causas apontadas para estes comportamentos menos favoráveis”, diz a associação.

“No entanto, e é importante voltar a assinalar, o comportamento das exportações para Espanha (principal cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, com uma quota de 28,5%), que estão acima do nível pré-pandemia, uma vez que as exportações para este país aumentaram 3,2% quando comparadas com o período de janeiro a agosto de 2019”, acrescenta o comunicado.

“Face as estas situações e à manifesta instabilidade que a indústria automóvel vive neste momento com os problemas de abastecimento de matérias-primas e mudança de paradigma na mobilidade, a AFIA vem reforçar o pedido e o alerta que sejam criadas soluções flexíveis para as empresas de componentes automóveis, para que estas se possam adaptar aos ciclos de produção e assim responderem de uma forma mais eficaz e eficiente às flutuações das encomendas, nomeadamente a reativação do layoff simplificado”, apela a associação

 

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