Exportações de vinhos portugueses acima dos 580 milhões de euros até setembro

França, Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e Alemanha formam o ‘top-5’ dos mercados de destino dos vinhos portugueses nos primeiros nove meses deste ano.

Cristina Bernardo

As exportações dos vinhos portugueses cresceram 3,6% em valor e tiveram um aumento de 3,9% no preço médio em 2019 face ao ano passado, atingindo um montante superior a 580 milhões de euros (dados apurados até setembro de 2019), divulgou há minutos, em comunicado, a ViniPortugal, plataforma de promoção dos vinhos nacionais nos mercados externos.

Segundo esse comunicado, os dados foram apresentados pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) no Fórum Anual dos Vinhos Portugueses, uma iniciativa da ViniPortugal realizada ontem, dia 4 de dezembro, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.

“França (fortemente influenciada pelo Vinho do Porto), Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e Alemanha formam o ‘top-5’ dos mercados de destino dos vinhos portugueses. Destaque para o crescimento em valor das exportações face ao ano transato nos mercados dos Estados Unidos (+7,9%), Reino Unido, (+22,4%), e Alemanha (+2,5%)”, destaca o referido comunicado.

“Somos um pequeno produtor mundial mas um importante ator no comércio internacional. Competimos mundialmente com os melhores e, apesar de alguns desafios e dificuldades conjunturais do setor, as exportações apresentaram um crescimento em valor”, afirmou Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal.

De acordo com este responsável, é objetivo da ViniPortugal que as exportações dos vinhos portugueses cheguem aos mil milhões de euros em 2022.

“Em termos globais, Portugal ocupa a 9.ª posição no ‘top-10’ dos maiores exportadores mundiais de vinho. Neste ‘ranking’, liderado pela França, Portugal está posicionado, em valor, atrás da Nova Zelândia e à frente do Reino Unido. Em volume, Portugal ocupa a mesma posição, ficando atrás dos Estados Unidos, mas supera a Argentina”, adianta o comunicado da ViniPortugal.

Para o próximo ano, a ViniPortugal irá investir 6,6 milhões de euros na promoção internacional. Deste montante, 40% será destinado aos três principais mercados desta estratégia – Estados Unidos da América, Canadá e China – que vão ‘receber’ 2,8 milhões de euros.

“Fora do espaço comunitário, a estratégia de ‘marketing’ e promoção aponta baterias a mercados como Angola, Japão, Noruega, Coreia do Sul, Suíça, Rússia e México, com um investimento total de 1,8 milhões de euros. Apesar de estar de fora do pódio dos mercados prioritários para promoção, o Brasil é um mercado estratégico para a marca ‘Wines of Portugal’. Por fim, para a União Europeia, a ViniPortugal reservou dois milhões de euros para ‘marketing’ e promoção, com especial ênfase para o Reino Unido e a Alemanha”, destaca o mesmo comunicado.

De acordo com este documento, o ‘Plano Setorial de ‘Marketing’ e Promoção para 2020′ da ViniPortugal, que tem a chancela ‘Wines of Portugal, inclui a organização de eventos e provas de vinhos, participação nas principais feiras mundiais do setor como a ProWein, na Alemanha, sessões de educação para profissionais, ‘masterclasses’, visitas de comitivas de importadores e ‘sommeliers’ e organização e participação em eventos para consumidores.

“Para o próximo ano, vamos fazer uma maior aposta em eventos promovidos por entidades terceiras e menos na organização de eventos próprios e na promoção do vinho junto dos importadores”, afirmou Jorge Monteiro.

“Esta aposta tem por objetivo passar de uma estratégia em que ‘se empurra’ o produto para uma estratégia em que é o mercado a ‘puxar esse produto”, explicou o presidente da ViniPortugal.

Promovido anualmente pela ViniPortugal em cooperação com a ANDOVI, associação que agrega as CVR (comissões vitivinícolas regionais), “o Fórum Vinhos de Portugal pretende ser um momento de análise e de debate sobre a realidade do setor vitivinícola nacional, com o contributo de entidades reguladoras e de promoção, produtores e convidados de áreas relevantes, e o palco para a apresentação da estratégia de promoção nacional e internacional dos vinhos portugueses para o ano seguinte”.

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