‘A Fábrica do Futuro: que caminho para a indústria no século XXI?’em debate no Porto

O evento deverá reunir 200 participantes e enquadra-se na realização anual do “Fórum INESC TEC do Outono”.

“A Fábrica do Futuro: que caminho para a indústria no século XXI?” é o mote para a conversa marcada para o dia 20 de outubro, quinta-feira, a decorrer na Biblioteca Almeida Garrett – um evento foi organizado pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), e que se equadra na realização anual do “Fórum INESC TEC do Outono”.

O paradigma “Fábrica do Futuro” assume a preponderância das tecnologias digitais e estima-se que sejam criados 6 milhões de empregos na Europa.

No evento estará presente o diretor de Investigação Estratégica no Fraunhofer Institute for Manufacturing Engineering and Automation IPA (Alemanha) Günter Hörcher, que vai dar a conhecer a experiência alemã da iniciativa Indústria 4.0. Harald Egner, diretor para as Parcerias de Investigação na Europa do Centro Tecnológico para a Indústria Transformadora do Catapult (Reino Unido), também é um dos oradores convidados e irá expor a realidade do Reino Unido através dos exemplos dos institutos Catapult, que promovem a reindustrialização do País com recurso às tecnologias digitais.

“A Europa tem de trazer para a ribalta a economia real e isto assenta muito na indústria e no conceito das fábricas do futuro. Espera-se que daqui a 10/20 anos tenhamos realidades completamente distintas das de hoje. Mas, para isso, precisamos de desenvolver produtos eficientes e a melhor forma de o fazermos é através das chamadas fábricas inteligentes”, assumiu o diretor científico do FABTEC, Américo Azevedo.

No panorama português, o projeto FABTEC (Laboratório de Processos e Tecnologias para Sistemas Avançados de Produção), enquadrado consórcio do INESC TEC e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e o INEGI têm em vista dar a conhecer soluções inovadoras às empresas a partir da experimentação numa learning-factory. Presume-se que este tipo de iniciativa se estenda a outras instituições nacionais num Laboratório Colaborativo no campo dos Sistemas Avançados de Produção.

“Em Portugal a economia ainda não é suficientemente competitiva e abre-se agora uma oportunidade única de transformação. É nisso que temos que trabalhar intensamente, até porque o que está a acontecer é uma revolução industrial”, continuou o diretor científico do FABTEC.

No evento estarão ainda presentes Daniel Bessa, economista e docente da Universidade do Porto, José Carlos Caldeira, presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), Ângelo Ramalho, da EFACEC, Rui Amorim de Sousa, da Cerealis, Fortunato Frederico, da Kyaia, Pedro Matos Silva, da Navigator Company, Luís Esteves, da Amorim & Irmãos e António Conde, da Bosch Termotecnologia. José Manuel Mendonça, presidente do INESC TEC, e Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior vão encerrar o debate.

 

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