PremiumFarfetch: “Estamos numa indústria que tem muito espaço para crescer”

O crescimento fulgurante já levou a Farfetch à bolsa de Nova Iorque, mas a ambição no “capítulo 2” é a mesma: conquistar grandes mercados como a China, sempre com Portugal no centro da plataforma.

Menos de dois meses depois da entrada em bolsa, a plataforma online de moda de luxo Farfetch continua focada no dia a dia e na inovação. Na Web Summit, em Lisboa, Luís Teixeira, Chief Supply Chain Officer e General Manager em Portugal, explicou ao Jornal Económico que a atração e retenção de talento é crucial para desenvolver a empresa e que o Tech Visa anunciado pelo Governo esta semana vai remover um grande obstáculo.

Quais foram os objetivos da Farfetch na Web Summit deste ano?

A Web Summit é o maior evento global de tecnologia e os objetivos são os mesmos de outras edições. É um ambiente para fazermos networking e para trazermos os nossos colaboradores para se inteirarem daquilo que as outras empresas estão a fazer.

Mas, mais do que isso, é também uma oportunidade para nós partilharmos um pouco daquilo que temos vindo a fazer e retribuir alguma coisa ao ecossistema. É fantástico saber que a Web Summit vai estar aqui mais dez anos. São excelentes notícias.

Tem dois cargos na empresa. Comecemos por Portugal. A Farfetch é uma empresa luso-britânica, agora cotada em Nova Iorque e com um alcance quase global. Neste momento, qual é o papel da operação em Portugal?

Até junho deste ano tínhamos cerca de três mil colaboradores, sendo que mais de metade estão colocados em Portugal, mas nós vemos a Farfetch como uma empresa global. Além disso, Portugal continua a ser um centro de excelência, onde temos o nosso centro tecnológico e onde está também a nossa base de operações.

Portanto, sendo estas duas áreas muito importantes, seja uma plataforma tecnológica mas que essencialmente entrega valor aos clientes, seja pela própria tecnologia ou pelos serviços que nós prestamos, é evidente que Portugal é um dos países mais importantes em toda a nossa operação. É o centro de gravidade e o core da plataforma.

No evento do ano passado,o vosso CEO disse-nos que a Farfetch ia contratar centenas de pessoas em Portugal este ano. Isso aconteceu? Qual é o plano?

Se olharmos para os números de junho comparados com os do início do ano, claramente esse crescimento aconteceu. Pode-se ver que no primeiro semestre o crescimento foi acentuado, mas nós gostamos mais de nos assumirmos como uma empresa com uma visão muito bem definida, a longo prazo, uma visão que passa por ser a plataforma tecnológica para a indústria de luxo. Olhamos para os primeiros dez anos como o “primeiro capítulo”, durante o qual fizemos muitas coisas interessantes e ultrapassámos muitos desafios. E agora vamos para o “segundo capítulo”, numa indústria que tem muito espaço para continuar a crescer.

Relativamente ao recrutamento, vamos estar sempre interessados em cativar o talento certo e com qualidade. Estamos numa fase em que para nós é muito importante cimentar tudo o que tem sido feito até aqui.

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