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Faturação sobe 9% no verão apesar do gasto médio ter descido

O ticket médio (ou gasto médio) sofreu uma descida de 1,9% para os 33,86 euros, entre 1 de julho e 1 de setembro, de acordo com a REDUNIQ. Setor dos casinos e salas de jogo teve incremento superior a 200%.
2 Outubro 2025, 14h16

Entre 1 de julho e 1 de setembro de 2025 a faturação geral do país registou uma subida de 9,9%. A faturação de origem nacional teve um incremento de 13,5% e a estrageira aumentou 2,9%, de acordo com o relatório de verão da REDUNIQ Insights.

“Os dados deste ano revelam transformações claras nos hábitos de consumo durante o período estival, com o setor dos casinos e salas de jogo a registarem uma subida impressionante de 296,9%, enquanto as gasolineiras avançaram 43,7% e a veterinária cresceu 27,4%. Em contraciclo, a hotelaria e atividades turísticas recuaram 7,11%, mostrando que o turismo interno e externo viveu um verão mais contido neste segmento. Já a restauração subiu 5,45% e os hiper e supermercados registaram mais 10,85%, reforçando o papel central do consumo diário”, indica o relatório da REDUNIQ.

O relatório diz ainda que se verificou uma subida de 11,4% no número de transações entre 1 de julho e 1 de setembro, com as transações de cartões nacionais a subirem 12,6% e as de origem estrangeira a aumentarem 7,1%.

Gasto médio desceu 1%

O ticket médio (ou gasto médio) sofreu uma descida de 1,9% para os 33,86 euros. Do lado do consumo estrangeiro o ticket médio fixou-se em 49,55 euros, uma quebra de 4% face ano ano anterior. O ticket médio ao nível do consumo nacional ficou em 29,59 euros uma subida de 0,8%.

“À semelhança do ano passado, os turistas franceses (15,9%), irlandeses (14,2%), ingleses (13%) foram os que mais contribuíram para a faturação estrangeira este verão. No entanto, o Brasil, a Alemanha e os Estados Unidos foram os mercados com maior crescimento da faturação no top 10 dos mercados internacionais (11,4%, 3,9% e 2,1%, respetivamente)”, salienta o relatório da REDUNIQ.

Irlandeses lideram gastos no verão

O relatório refere que o gasto médio mais elevado foi dos irlandeses (131,12 euros), seguido pelos Estados Unidos (64,70 euros, uma descida de 6,4%), e pela Suíça (53,62 euros, com uma quebra de 9,5%).

“Em termos de performance do país, o Centro foi a região mais dinâmica, com aumentos de 16,4% na faturação e de 15,4% no número de transações, o que valoriza o trabalho que tem sido feito pela região na promoção turística. O Alentejo (subidas de 14,5% e 14,4%, respetivamente) e o Norte (aumentos de 14,4% e 14,6%) também se destacaram, evidenciando uma diversificação cada vez maior dos destinos turísticos nacionais”, salienta o relatório.

Algarve lidera gastos em território nacional

O relatório adianta também que o Algarve voltou a liderar em ticket médio, apesar da quebra de 3%, com um valor de 43 euros. “A Grande Lisboa concentrou a maior fatia da faturação nacional (32%), seguida pelo Norte (24,6%) e pelo Algarve (15,1%)”, salienta a REDUNIQ.

O documento diz ainda os dias 2 e 30 de agosto foram o pico da atividade económica do verão de 2025, com aumentos de 22,4% e 21,3%, face ao ano anterior.

“Estes números revelam que os portugueses foram a grande força do consumo no verão, mas também revelam mudanças relevantes nos padrões de gasto, com alguns setores a surpreender pela positiva e outros a refletirem maior contenção. O REDUNIQ Insights permite às empresas perceber estas tendências e ajustar-se rapidamente às novas realidades do mercado”, disse o diretor comercial da UNICRE, Tiago Oom.


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