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FDUL assinala 40 anos da adesão europeia e homenageia Fausto de Quadros pioneiro no Direito da UE

A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa celebrou os 40 anos da assinatura do Tratado de Adesão de Portugal às Comunidades Europeias, numa sessão que incluiu uma homenagem ao professor Fausto de Quadros pelo seu contributo pioneiro para o desenvolvimento do Direito da União Europeia em Portugal.
17 Março 2026, 18h45

A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa assinalou no dia 3 de março, as quatro décadas da assinatura do Tratado de Adesão de Portugal às Comunidades Europeias, numa cerimónia que integrou a homenagem ao professor jubilado Fausto de Quadros pelo seu papel determinante na afirmação do Direito da União Europeia no país.

Fausto de Quadros realizou, há quarenta anos, o primeiro doutoramento em Direito Comunitário em Portugal, num período em que a integração europeia ainda era, segundo foi sublinhado, um horizonte distante para muitos.

Carlos Coelho, antigo eurodeputado e Comissário Nacional para as comemorações dos 40 anos da adesão, que protagonizou a sessão de abertura, considerou este doutoramento “um ato fundador”, que abriu caminho a gerações de juristas e europeístas, e salientou a dedicação de Fausto de Quadros ao projeto europeu, tanto na vertente académica como no serviço público. Destacou ainda a generosidade intelectual do professor e o seu contributo para a consolidação do Estado de Direito e das instituições europeias.

Figura proeminente da FDUL e do panorama jurídico nacional, Fausto de Quadros é reconhecido como um dos pioneiros e mestres do Direito da União Europeia e do Direito Internacional Público em Portugal. Detentor da Cátedra Jean Monnet, tem a responsabilidade pela formação de sucessivas gerações de juristas através da sua obra doutrinária, aliando a excelência do ensino universitário a um papel de enorme relevo como jurisconsulto e conselheiro do Estado português em matérias de complexidade constitucional e europeia

Carlos Coelho destacou, na sua intervenção, que há datas que “cabem na memória colectiva” e considerou que a assinatura do Tratado de Adesão representou um reencontro de Portugal com a Europa, após a consolidação democrática. Recordou o pedido de adesão em 1977, os acordos de pré-adesão e a entrada em vigor da adesão a 1 de janeiro de 1986, sublinhando que se tratou de uma opção histórica sustentada por um amplo consenso nacional.

Segundo o Comissário, a integração europeia contribuiu para a consolidação da democracia e para a modernização do país, referindo indicadores económicos e sociais que demonstram essa evolução. Citando dados do Eurobarómetro, afirmou que mais de oito em cada dez portugueses consideram a adesão benéfica, classificando este como “a estatística mais importante, a que mede a confiança”.

A iniciativa foi coordenada pelo diretor da Faculdade, Eduardo Vera-Cruz Pinto e pelos professores Maria José Rangel de Mesquita e Vasco Becker-Weinberg e contou com a presença de Carlos Coelho, antigo eurodeputado e Comissário Nacional para as comemorações dos 40 anos da adesão.


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