Feedzai e Técnico apostam na ligação universidade-indústria

A tecnológica e a maior escola de engenharia do país assinam esta segunda-feira, 30 de setembro, um protocolo de colaboração, que vai criar a primeira cátedra do IST no domínio do ‘machine learning’.

O Instituto Superior Técnico e a empresa que está a escrever o futuro do comércio global com a sua plataforma de gestão de risco impulsionada por ‘big data’ e ‘machine learning’ formalizam esta segunda-feira uma parceria.

O acordo entre o Técnico e a Feedzai, exemplo de promoção das relações universidade-Indústria, compreende o apoio ao equipamento de um laboratório de computadores para utilização dos estudantes do Técnico, o lançamento anual de bolsas para alunos de mestrado e doutoramento realizarem as suas dissertações e o apoio a atividades dos núcleos de estudantes do Técnico, entre outras iniciativas.

No âmbito da parceria destaca-se a criação da primeira cátedra do IST no domínio do ‘machine learning’, área decisiva no panorama científico e tecnológico mundial, no qual os parceiros estão envolvidos.

Fundada e desenvolvida por ‘data scientists’ e engenheiros aeroespaciais, a Feedzai tem tecnologia própria de combate ao crime financeiro com recurso a inteligência artificial. Entre os seus clientes contam-se bancos, processadores de pagamentos e plataformas de e-commerce, que usam os seus produtos de prevenção de fraude financeira e lavagem de dinheiro.

A Feedzai é a 14ª empresa a integrar a Rede de Parceiros do Técnico, cujas atividades se repartem por cinco áreas: “Conhecer os talentos”, destina-se a criar uma ligação mais forte entre as empresas e os alunos do Técnico; “Mais e melhores talentos”, visa melhorar o ensino envolvendo as empresas nos processos de aprendizagem; “Acelerador de inovação”, pretende criar elos de ligação que potenciem a inovação nos domínios da empresa com colaborações com os docentes, investigadores e alunos do Técnico. A quarta é a componente de “Responsabilidade social”. Procura integrar a vontade de um número crescente de empresas que pretendem dar apoio aos alunos do Técnico cujas famílias têm dificuldade em suportar os encargos de estudar em Lisboa. Finalmente, uma quinta componente: o Técnico pretende mobilizar as empresas da rede de parceiros como interlocutoras privilegiadas nos aspetos relacionados com as decisões estratégicas da instituição.

 

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