Fernando Alexandre: “Vamos precisar de excedentes durante muitos anos para pagarmos a dívida”

O economista considera que num contexto de desaceleração da economia mundial, o cenário macroeconómico traçado no Orçamento do Estado para 2020 “é cauteloso” e “protege a economia portuguesa”.

Fernando Alexandre
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O economista e professor universitário Fernando Alexandre considera que a proposta do Orçamento do Estado para 2020 revela um cenário macroeconómico cauteloso, numa altura de abrandamento do crescimento global, e elogia a projeção de excedente orçamental. No entanto, espera alterações no sistema nacional de saúde para uma maior eficiência.

“É um Orçamento do Estado na linha dos anteriores. Tem um aspecto muito positivo que é o excedente orçamental. Vamos precisar de excedentes durante muitos anos para pagarmos a dívida. Desse ponto vista é um orçamento cauteloso”, disse o antigo secretário de Estado da Administração Interna, em declarações ao Jornal Económico, à margem da conferência “Produtividade” organizada pela SEDES Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Social, em Lisboa, esta segunda-feira.

Fernando Alexandre sustentou que “a economia mundial está em desaceleração, há riscos, há incertezas” e que o cenário traçado pelo Governo “apesar de tudo protege a economia portuguesa dos riscos externos”.

Entre as principais medidas previstas no Orçamento, destaca “o grande investimento na saúde”, mas espera “que esse aumento do investimento na saúde venha acompanhado de mudanças na gestão e no sistema que permita uma maior eficiência”.

“Não podemos resolver o problema da saúde só com mais dinheiro. É preciso mexer no sistema”, defendeu.

Realçou que no geral não existem grandes alterações, “mas também é preciso dizer que o orçamento é muito rígido e não há grande espaço para alterações seja do lado fiscal, seja do lado da despesa”.

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