Ferrovial ganha as duas empreitadas de expansão do Metro do Porto. Valor ascende a 288 milhões

O valor global destas adjudicações ascende a 288 milhões de euros – 189 milhões relativos ao novo traçado no Porto e 98,9 milhões para a ampliação em Gaia, assinala o comunicado da Metro do Porto.

A Metro do Porto acaba de anunciar, em comunicado oficial, que as duas empreitadas de expansão do Metro do Porto foram adjudicadas ao consórcio Ferrovial/Alberto Couto Alves, reclamando uma poupança de 77 milhões de euros.

“O Conselho de Administração da Metro do Porto recebeu e analisou os relatórios finais dos júris dos concursos públicos para a construção da linha rosa (linha circular) e para o prolongamento da linha amarela, tendo aprovado, como proposta, a adjudicação de ambas as empreitadas ao consórcio luso-espanhol formado pela ACA – Alberto Couto Alves, S.A. e a Ferrovial Agroman, S.A.. O valor global destas adjudicações ascende a 288 milhões de euros – 189 milhões relativos ao novo traçado no Porto e 98,9 milhões para a ampliação em Gaia”, assinala o referido comunicado.

De acordo com essa nota informativa, “a expansão do Metro do Porto é o investimento público de maior dimensão em curso em Portugal”.

“Na totalidade, os novos seis quilómetros e as novas estações da rede apresentavam um valor base de concurso orçamentado em cerca de 365 milhões de euros. Assinale-se, com este resultado, que a Metro do Porto obtém uma significativa poupança, na ordem dos 77 milhões de euros, face aos valores de referência destes dois concursos públicos internacionais, com o mercado e a livre concorrência a responderem muito positivamente e garantirem uma redução de 21%”, salienta a Metro do Porto.

A decisão de classificar em primeiro lugar o consórcio da Ferrovial nestes dois concursos tem gerado bastante controvérsia entre os restantes concorrentes, alegando que a proposta desse consórcio foi a pior classificada na vertente técnica.

A Elevolution, grupo que reúne diversas antigas construtoras nacionais, não foi concorrente, mas solicitou a impugnação do concurso.

No entanto, a Metro do Porto decidiu confirmar esta opção pela Ferrovial.

“Agora, a Metro do Porto e o consórcio vencedor formalizarão os passos legais previstos com vista à assinatura, a curto prazo, dos contratos de adjudicação, sendo que, igualmente a curto prazo, as obras vão arrancar no terreno”, adianta o comunicado em questão.

“A nova linha rosa (circular) do Metro do Porto integrará quatro estações e cerca de três quilómetros de via, ligando S. Bento/Praça da Liberdade à Casa da Música, servindo o Hospital de Santo António, o Pavilhão Rosa Mota, o Centro Materno-Infantil, a Praça de Galiza e as faculdades do polo do Campo Alegre. Já a extensão da linha amarela permitirá construir um troço com três estações e cerca de três quilómetros, que ligará Santo Ovídio a Vila d’Este, passando pelo Centro de Produção da RTP e pelo Hospital Santos Silva. As empreitadas vão decorrer entre 2020 e 2023”, explica a Metro do Porto.

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