Fidelidade atribui 500 mil euros a instituições sociais

O prémio Fidelidade Comunidade tem por objetivo promover o fortalecimento do setor social ao investir em instituições que atuem nas áreas de envelhecimento, de inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade e de prevenção da saúde.

A seguradora Fidelidade atribuiu 500 mil euros a 17 instituições sociais no âmbito da segunda edição do prémio Fidelidade Comunidade, numa cerimónia teve lugar esta terça-feira, no auditório da Jerónimo Martins, no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, onde este presente o presidente do conselho de administração da empresa, Jorge Magalhães Correia.

O prémio Fidelidade Comunidade tem por objetivo promover o fortalecimento do setor social ao investir em instituições que atuem nas áreas de envelhecimento, de inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade e de prevenção da saúde.

Antes da cerimónia de atribuição do prémio, o Jornal Económico apurou que a ideia da criação desta iniciativa partiu de Jorge Magalhães Correia. Questionado, o CEO da seguradora respondeu com sentido de humor, dizendo “não sei, não sei”.

Mas o humor não ofuscou a seriedade do prémio Fidelidade Comunidade, na medida em que corresponde a um dos pilares de atuação da empresa. “Qualquer empresa tem três pilares”, começou por referir Jorge Magalhães Correia, “o primeiro, prende-se com a nossa [da Fidelidade, enquanto empresa] razão de ser, onde se inserem a qualidade dos nossos produtos e serviços. O segundo tem que ver com a nossa perspectiva futura. E o terceiro corresponde à narrativa e aos valores que nos orientam”.

“A responsabilidade social está na nossa cultura e torna-nos mais relevantes dentro da sociedade”, explicou o CEO da Fidelidade.

O prémio Fidelidade Comunidade traduz-se na “focalização” de iniciativas sociais que a seguradora vinha praticando. “Focámo-nos porque assim temos mais impacto”, disse Jorge Magalhães Correio durante o discurso de atribuição do prémio. “Colocamos as nossas competências ao serviço das instituições e projetos sociais numa relação de reciprocidade. Aprendemos muito com as instituições”, realçou o CEO.

O prémio marca assim o lado mais humanista da seguradora. Ou, pegando nas palavras de Jorge Magalhães Correia, “somos hightech hightouch” (somos de alta tecnologia e de alto toque humano, na tradução portuguesa). Isto porque, segundo explicou, a Fidelidade não atribui apenas um prémio monetário, mas acompanha também de perto a evolução das instituições premiadas.

A aferição das 17 instituições sociais vencedoras ficou a cargo de um júri independente e composto pela antiga ministra da Saúde, Maria de Belém,  pela jurista Madalena Santos Ferreira, pela reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, pelo presidente de Estrutura de Missão Portugal Inovação Social, Filipe Almeida e por Jorge Magalhães Correia.

O prémio é uma iniciativa que se vai prolongar ao longo do tempo. “É para o futuro”, explicou o CEO da Fidelidade. Este ano, 511 instituições candidataram-se, o que eleva o número para mais de mil se tivermos em conta as candidaturas da primeira edição do prémio Fidelidade Comunidade, que foi atribuído no ano passado.

Na edição deste ano, tal como na do próximo ano, as instituições vencedoras levaram prémios entre os 10 mil euros e os 50 mil euros.

No entanto, na próxima edição, a Fidelidade vai ajustar o prémio às verdadeiras necessidades das instituições, isto é, continuar a fortalecer o setor social mas privilegiando as propostas que procurem o desenvolvimento das respectivas instituições ou o reforço das suas atividades.

A calendarização do prémio Fidelidade Comunidade 2019 já está definido. Em setembro terá lugar a fase das sessões de esclarecimento, com a submissão das propostas a ocorrer durante o mês de outubro. Entre os meses de novembro de 2019 e fevereiro de 2020, o júri avalia as propostas, realiza visitas às instituições e toma uma decisão. Em março do próximo ano serão divulgados os resultados e, entre abril de 2020 e abril 2021, a Fidelidade acompanha a evolução das instituições vencedoras.

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