Fidelidade compra mil assinaturas do Jornal Económico

Iniciativa da seguradora contempla vários órgãos de comunicação, num total de oito mil assinaturas. Agência BloomCast oferece 60 assinaturas a clientes.

A seguradora Fidelidade chegou a acordo com vários meios de comunicação social para a compra de vários milhares de assinaturas, no âmbito de uma iniciativa que visa contribuir para o aumento da literacia e para a sustentabilidade da imprensa neste momento difícil que o setor atravessa devido à crise da Covid-19. Um dos meios contemplados neste programa da Fidelidade foi o Jornal Económico, com a compra de mil assinaturas digitais, por parte da seguradora.

“Este acordo insere-se numa iniciativa mais vasta da companhia, que abrangeu mais sete grupos de comunicação social portugueses para a compra de um total de 8 mil assinaturas. O objetivo é ajudar os grupos de comunicação a suportar as dificuldades criadas no contexto da Covid-19, reconhecendo a sua importância decisiva para o desenvolvimento de uma sociedade informada, democrática e plural”, referiu a Fidelidade em comunicado.

Além do JE, foram abrangidos por esta iniciativa os jornais “Observador”, “Diário de Notícias”, “Público”, “i”, “Eco”, “Expresso” e “Jornal de Negócios”.

As assinaturas destes jornais serão distribuídas por colaboradores e parceiros da Fidelidade. Para Jorge Magalhães Correia, presidente da Fidelidade, “apoiar a Comunicação Social nesta fase delicada é uma obrigação que resulta da nossa responsabilidade social promovendo os valores da cidadania e da literacia que consideramos fundamentais”.

BloomCast oferece 60 assinaturas a clientes
Outras empresas de vários setores lançaram iniciativas idênticas, como a agência de comunicação BloomCast Consulting, que no início de abril comprou 60 assinaturas do JE e de outros meios que foram selecionados “em alinhamento com o que os clientes indicam ter como referência de leitura”, disse fonte oficial da agência. “O nosso objetivo foi dar aos clientes um acesso a informação que é extremamente importante numa fase de incerteza como esta”, acrescentou.

Recomendadas

Novo Banco: valor dos juros gerados pelos ativos do CCA pode compensar parte das injeções do FdR

Os deputados têm levantado a questão de os juros associados aos ativos do mecanismo de capital contingente, quando não são recebidos acrescerem às perdas, mas quando são recebidos não abaterem às perdas. A audição desta terça-feira foi a João Gomes Ferreira, partner da Deloitte, que fez a auditoria especial ao Novo Banco.

Banca apertou critérios de concessão de crédito a empresas e ao consumo no primeiro trimestre

Os critérios de concessão de crédito foram ligeiramente mais restritivos no crédito a empresas, designadamente a PME, e no crédito ao consumo e outros fins. Tendo ficado praticamente inalterados no crédito à habitação. As razões prendem-se com a maior perceção de riscos associados à situação e perspetivas de sectores ou empresas específicos e, em menor grau, de riscos associados à situação e perspetivas económicas e às garantias exigidas.

Provedoria de Justiça validou a cobrança de comissões em empréstimos contratualizados antes de 2021

A Provedoria de Justiça defende que a banca pode “cobrar as comissões que entenda”, e critica a “intenção do legislador” de limitar o valor das comissões bancárias, acusando-o de se “intrometer” na “liberdade contratual” e na “autonomia privada”.
Comentários