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Financiamento da tarifa social sobe para 145 milhões em 2026

Desvio e aumento do número de beneficiários leva financiamento a aumentar em 20 milhões.
5 Novembro 2025, 19h23

O financiamento da tarifa social vai subir em 20 milhões para 145 milhões de euros em 2026, revelou hoje a ERSE -Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos que lançou hoje a consulta pública sobre o tema.

O financiamento foi de 125 milhões este ano (-12 milhões face a 2024) devido à queda no número de beneficiários.

Mas o número de consumidores a beneficiar deste desconto voltou a subir, a par de um desvio este ano, e no próximo ano volta a subir o valor a financiar por produtores e comercializadores.

“Para 2026, prevê-se que os custos com a tarifa social sejam de 145 milhões de euros, mantendo-se a proporção de financiamento entre produtores e comercializadores em cerca de 1/3 para os produtores e 2/3 para os comercializadores”, disse hoje a ERSE em comunicado.

O financiamento dos custos da tarifa social pelos comercializadores será de 0,21407 cEUR/kWh, em 2026, superior ao valor atual de 0,16574 cEUR/kWh, “mas ainda assim abaixo do valor fixado em 2024 de 0,28930 cEUR/kWh”, explica o regulador.

Já o financiamento dos custos da tarifa social pelos produtores será de 0,290 EUR/kVA, em 2026, valor superior ao atual de 0,242 EUR/kVA, “mas ainda assim inferior ao aplicado em 2024”.

A entidade liderada por Pedro Verdelho explica que os “aumentos observados nas comparticipações dos comercializadores e produtores devem-se essencialmente ao maior montante a financiar em 2026, mas também a um desvio do valor a financiar em 2025, que originou um ajustamento a suportar pelos agentes financiadores que será repercutido no exercício de 2026”.

“Após o encerramento da presente consulta pública e ponderação dos comentários recebidos, a ERSE aprovará uma Diretiva com a repartição do financiamento dos custos com a tarifa social de eletricidade para 2026, bem como os ajustamentos dos anos de 2024 e 2025, a suportar pelos agentes do lado da oferta: produtores e comercializadores”, explica o regulador.

 


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