Financiamento para casos de HIV cai em mil milhões de dólares em 2018, indica ONU

O financiamento para os tratamentos do vírus caiu perto de mil milhões de dólares, atingindo 19 mil milhões de dólares. O valor previsto para 2020 é de 26,2 mil milhões de dólares.

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou os números da luta contra a epidemia da Sida, ou HIV. Em 2018, o número registado encontrava-se perto de 38 milhões indivíduos a nível mundial, revelou o relatório da ONU esta terça-feira, 16 de julho.

Mais de metade das pessoas seropositivas (23,3 milhões em 38 milhões) já se encontram sob terapia antirretroviral, significando que já não podem transmitir o vírus da sida, caso as terapias sejam acompanhadas corretamente. O número de novas infeções estabilizou relativamente aos anos anteriores, existindo mais 1,7 milhões novos casos de infeções.

O documento divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/Sida assume que os valores globais escondem as disparidades que se encontram nas diferentes regiões mundiais.

Assim, em comparação com 2017, o número de mortes relacionadas com esta doença diminuiu, sendo explicado pelo melhor acesso a tratamentos na África do Sul e Oriental, que são bastante afetadas pelo vírus, sendo que mais de metade da população mundial afetada vive nestas regiões.

No entanto, o número de novas infeções aumentou 29% na Europa de Leste e na Ásia Central, desde 2010, e o número de mortes aumentou em 5%. Já no Médio Oriente e no Norte de África, o número de mortes por causa da sida aumentou em 9%.

Este relatório indica que, no ano passado, 770 mil indivíduos morreram infetados com o vírus da sida.

Os responsáveis por este relatório mostraram-se preocupados com a quebra de financiamento. O financiamento para os tratamentos da sida caíram perto de mil milhões de dólares, atingindo 19 mil milhões de dólares. O valor previsto para 2020 é de 26,2 mil milhões de dólares, sendo que num ano, o financiamento precisa de subir 7,2 mil milhões de dólares.

A ONU para o VIH/Sida estabeleceu a meta 90-90-90 para todos os países e Portugal conseguiu alcançar a mesma, no ano passado, revelou a Direção-Geral da Saúde. O objetivo desta meta, que pode ser separada em três, indica que 90% dos infetados precisam de ser diagnosticados, 90% precisa de estar a realizar tratamentos e outros 90% têm de apresentar uma carga viral indetetável.

O ano passado, o Ministério da Saúde revelou dados referentes a 2016 onde indicava que Portugal tinha atingido as duas primeiras metas. Agora, em 2017, conseguiu agrupar o último 90, em que os 90% dos infetados apresentam uma carga viral indetetável nas análises.

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