Fitch reafirma rating do Santander Totta

A Fitch considera os níveis adequados de capitalização do banco detido a 100% pelo Santander Espanha, lembrando que “apesar da integração do Banco Popular Portugal, o Santander Totta continua a comparar bem com os seus concorrentes”.

Cristina Bernardo

A agência Fitch reafirmou o rating da dívida de longo prazo do Santander Totta em BBB+ e melhorou o rating de viabilidade de bb+ para bbb-. A agência reafirmou ainda o rating da dívida de curto prazo em F2. Os outlooks são estáveis.

A agência justifica que a Fitch salienta que “o Santander Totta tem mantido consistentemente uma qualidade de ativos significativamente melhor que a do setor, mesmo depois da integração do Banif e do Popular”.

As atuais notações de rating da dívida de longo prazo do Banco, em comparação com os níveis da República Portuguesa são as seguintes: Fitch – BBB+ (Portugal – BBB); Moody’s – Baa3 (Portugal – Baa3); S&P – BBB- (Portugal – BBB-); e DBRS – A (Portugal – BBB).

A agência de notação refere que “as atividades do Santander Totta em Portugal são estrategicamente importantes para o grupo, enquanto a gestão independente é significante. O Santander Totta tem feito um percurso longo e com sucesso no apoio aos objetivos do grupo”.

Sobre o rating de viabilidade, a Fitch explica que “a melhoria deve-se principalmente à capacidade que o Banco tem demonstrado em ter um bom desempenho e em integrar progressivamente o Banco Popular Portugal, sem comprometer a sua rentabilidade ajustada ao risco ao longo do ciclo económico. O seu core business tem sido resiliente e o Banco tem gerado uma rentabilidade adequada, mantendo simultaneamente a qualidade dos ativos controlada”.

Este rating considera também os níveis adequados de capitalização, lembrando que “apesar da integração do Banco Popular Portugal, o Santander Totta continua a comparar bem com os seus concorrentes”.

 

Ler mais
Recomendadas

Novo programa do BCE de financiamento (TLTRO III) é benéfico para banca europeia, diz DBRS

A DBRS espera que os bancos em Itália e Espanha e, em menor escala, em Portugal, utilizem esta fonte de financiamento nos próximos dois anos para substituir o seu financiamento TLTRO II e prolongar a maturidade do seu financiamento junto do BCE.

Pedro Neves não vê “nexo causal” entre financiamento da CGD aos acionistas do BCP e ida de dois administradores para o banco privado

“O Banco de Portugal teve sempre uma posição de independência em relação às partes envolvidas na guerra do BCP”, disse Pedro Duarte Neves. “Mas a CGD estava a financiar um dos lados [do conflito]?”, confrontou um deputado. A isto Pedro Neves respondeu: “o crédito veio da CGD, mas podia ter vindo de outro banco”. O ex-vice-Governador disse que não houve violação da norma de concentração de risco a uma única entidade.

Berardo “incrédulo com falta de memória” de Constâncio

Este comentário surge depois de o ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, que esteve a ser ouvido pela segunda vez no Parlamento sobre a recapitalização da CGD, ter negado que se tenha reunido sozinho com o empresário madeirense.
Comentários