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Floene confirma que acionista japonês avalia saída mas não confirma interesse da Naturgy

“Sabemos que o acionista, o consórcio japonês, está a avaliar a sua posição e, para já, é tudo o que sabemos”, disse Gabriel Sousa, em entrevista à Lusa, referindo-se ao consórcio Meet Europe Natural Gas, onde está a Marubeni Corporation, que detém cerca de 22,5% do capital.
21 Março 2026, 12h07

O presidente executivo da Floene, antiga Galp Gás Natural Distribuição, confirmou que um dos principais acionistas está a avaliar a sua posição na empresa, mas não confirmou o interesse da espanhola Naturgy.

“Sabemos que o acionista, o consórcio japonês, está a avaliar a sua posição e, para já, é tudo o que sabemos”, disse Gabriel Sousa, em entrevista à Lusa, referindo-se ao consórcio Meet Europe Natural Gas, onde está a Marubeni Corporation, que detém cerca de 22,5% do capital.

Segundo o Jornal Económico, a participação do consórcio japonês terá sido colocada à venda, tendo a KPMG sido mandatada para receber propostas não vinculativas, estando a Naturgy entre os potenciais interessados.

O responsável afastou, no entanto, a existência de confirmações sobre potenciais interessados. “Não confirmo efetivamente essa notícia”, afirmou, em referência às informações que apontavam para o interesse da Naturgy.

A Floene é maioritariamente detida pela Allianz Capital Partners, com cerca de 75% do capital, sendo o restante repartido entre o consórcio japonês – que inclui a Marubeni – e uma participação minoritária da Galp de 2,5%.

Segundo o mesmo jornal, a acionista maioritária poderá também estar a considerar a venda da sua participação ainda este ano ou no início do próximo.

No entanto, o CEO da Floene assegura não ter qualquer indicação nesse sentido.

“Não temos nenhuma indicação. Vemos, no dia a dia, um forte compromisso [do acionista] com a descarbonização da rede de gás, até pela oportunidade de Portugal ter a rede de gás mais moderna da Europa e poder ser, no desenvolvimento da política energética e da sua descarbonização, um caso de sucesso”, referiu.

Questionado sobre a recente decisão do Tribunal Constitucional que valida a cobrança da contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) às empresas de gás natural, e se teme que o Governo pondere rever a eliminação da taxa prevista no Orçamento do Estado para 2026, o responsável preferiu não comentar.

“Não vou, ainda, fazer nenhuma declaração. É uma decisão recente, portanto vamos ainda avaliar”, afirmou.


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