FMI e Banco de Inglaterra apoiam Powell em vez de Trump

Trump criticou a Fed dizendo que foi o “erro” do banco central dos EUA que causou o pior sell-off do mercado de ações dos EUA desde fevereiro. “A Fed enlouqueceu”, disse o presidente, na quarta-feira.

EPA/JIM LO SCALZO

O presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, foi alvo de críticas por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, devido à subida dos juros de referência no país. No encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, vários líderes mostraram apoio ao banqueiro central, em detrimento do governante.

Trump criticou a Fed dizendo que foi o “erro” do banco central dos EUA que causou o pior sell-off do mercado de ações dos EUA desde fevereiro. “A Fed enlouqueceu”, disse Trump, na quarta-feira, quando chegou à Pensilvânia para um comício.

As declarações foram polémicas e levaram a um comentário de Christine Lagarde, presidente do FMI, que disse “não associar” Powell “a loucura”, entrevista à CNBC. “Não, não. Penso que é extremamente sério, sólido e que toma certamente decisões com base em informações reais que comunica apropriadamente”, afirmou.

Mais tarde, foi Mark Carney, presidente do Banco da Inglaterra, a pronunciar-se. O homólogo no Reino Unido não poupou elogios ao norte-americano dizendo que “entre as muitas qualidades de Jerome Powell, é uma pessoa que realmente entende o funcionamento dos EUA e do sistema financeiro global”, afirmou Carney em conferência de imprensa.

A Fed já subiu as taxas de juros de referência nos EUA – federal funds rate – três vezes este ano, para o atual intervalo entre 2% a 2,25%. Os aumentos seguem em linha com o programa de ajuste monetário gradual proporcionado pela robustez da economia dos Estados Unidos. No entanto, Trump tem defendido que o preço mais alto do dinheiro irá causar uma desaceleração do crescimento económico, que se espera seja de 3% em 2018.

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