Forall Phones prevê crescimento de 150% e abre primeira loja

A empresa que começou com 300 euros quer vender 1 milhão de euros em smartphones e equipamentos tecnológicos seminovos este ano.

A Forall Phones é uma startup portuguesa de venda de smartphones e equipamentos tecnológicos seminovos, criada em 2016 por José Costa Rodrigues, um universitário de 21 anos, aluno na licenciatura de Gestão na ISCTE Business School. “Tenho vindo a desenvolver o ‘bicho’ do empreendedorismo há vários anos”, conta ao Jornal Económico.
O jovem empreendedor deu início ao projeto com 300 euros, acumulados através de vendas de brinquedos, livros, jogos, entre outras coisas, no site de vendas OLX. “A partir daí, foi um constante reinvestimento”, diz. Tudo começou aos 16 anos, idade em que o único desejo era ter um iPhone, tecnologia que os país consideravam cara, portanto, a solução foi juntar o próprio dinheiro. “O que se seguiu foi que, como aquele dinheiro tinha exigido ‘suor’, no momento de ‘investir’ quis garantir que o faria de forma inteligente. Acabei por comprar o equipamento abaixo do preço médio de mercado e revendi-o, mais tarde, com lucro”, explica. Foi este processo que originou este negócio.
Numa época em que é “obrigatório estar “conectado” seja no plano social, académico ou profissional, facilitar o acesso à melhor tecnologia, por exemplo, através de smartphones até 40% mais baratos”, diz. Por isso, a missão da Forall Phones é facilitar o acesso à melhor tecnologia, através da venda de smartphones e equipamentos tecnológicos seminovos recorrendo a uma experiência próxima ao cliente, informada e segura e social e ambientalmente responsável.

O principal target a atingir são os jovens com idades até aos 35 anos, por estarem mais “recetivos à novidade e à poupança”, explica José Costa Rodrigues.

Do online para o físico

No primeiro ano de exercício, a Forall Phones encerrou com um volume de negócios de 380 mil euros, o que “superou as expetativas”. Para isso contribuiu “o trabalho de preparação, que minimizou o risco, e o mercado, que respondeu positivamente”, sustenta.

Foi uma “exigente, mas saudável, curva de aprendizagem, estudando mercados e antecipando tendências, comportamento do consumidor e novas oportunidades”, diz.

Este ano, prevê alcançar 1 milhão de euros de vendas, o que representa um crescimento de 150% em relação a 2016.

A empresa prevê inaugurar este mês a sua primeira loja física na zona do Campo Grande, em Lisboa. “Aproxima-nos dos clientes e transmite confiança, mas é um investimento considerável”, diz Costa Rodrigues.

No entanto, a prioridade da startup continuará focada no digital. “Esse é o futuro e o nosso mindset. Não faria sentido ser de outra forma”. Apenas através do “online”, a Forall Phones conquistou mais de 1.500 clientes, e tem gerado um impacto crescente nas redes sociais. Prova disso são os 36 mil “gostos” no facebook e 12.000 “seguidores” no Instagram.

“Através do eCommerce vamos internacionalizar os nossos produtos em quatro a cinco cliques. Ainda assim, planeamos a abertura de mais lojas físicas a médio prazo – ‘bandeiras’ da marca”, anuncia Costa Rodrigues.
A equipa da Forall Phones é constituída por quatro trabalhadores a tempo inteiro e seis colaboradores em regime de part-time, uma sinergia entre estudantes universitários voluntários de várias universidades do país e jovens recrutados a multinacionais. ”Beneficiamos de uma estrutura leve, ágil e jovem”, caracteriza.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão.

Recomendadas

Caixa não pode “descurar o rigor” nem cometer “erros” após boas notícias, diz Paulo Macedo

“Se a Caixa se mantiver competitiva, se a Caixa assegurar uma boa ‘governance’, se a Caixa mantiver um rigor de crédito e melhorar as suas práticas e cada vez tiver mais próxima do cliente, se não fizer o oposto disto, eu acho que apesar do negócio bancário estar muito difícil, e dos proveitos ‘core’ bancários preverem-se estar estagnados, a Caixa tem uma boa base para prosseguir o seu caminho”, disse o CEO da CGD.

Moody’s sobe rating da CP

“A subida tem em conta as fortes ligações entre a Comboios de Portugal e o soberano, do qual recebe um apoio financeiro considerável”, considerou Francesco Bozzano, o analista da empresa na agência norte-americana, onde tem o cargo de analista vice-presidente-sénior.

Glovo vai entregar roupa da C&A na casas dos portugueses em 30 minutos

A startup startup pretende que quem abra a ‘app’ encontre tudo aquilo de que precisa, seja tecnologia, perfumaria, produtos de beleza, presentes, itens de papelaria ou casacos, uma das 500 referências da C&A que a empresa de entregas e comércio rápido irá disponibilizar.
Comentários