“Força de Portugal está no software, onde pode ser um hub”, afirma presidente da Agência Nacional de Inovação

“Um setor que não use a parte digital está condenado”, disse o presidente da ANI, Eduardo Maldonado, na sessão “A Step Into the Future”, promovida pelo Jornal Económico e pela Huawei.

Image of three business people working at meeting

O presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI) mostra-se otimista em relação ao futuro das empresas portuguesas, cujo modelo de trabalho continuará a passar pelo regime de home office.

“Um setor que não use a parte digital está condenado”, afirmou Eduardo Maldonado, na sessão “A Step Into the Future”, promovida pelo Jornal Económico e pela Huawei. “As empresas não só não deixaram cair os projetos que tinham em curso como propuseram novas ideias e reinventaram-se”, referiu, salientando que o país beneficia de ter uma estrutura de inovação “forte”.

Na sua opinião, as empresas têm maior dinamismo nos processos de inovação do que o Estado, mas a Administração Pública também criou algumas facilidades neste domínio, como a renovação do Cartão de Cidadão ou a carta de condução online – uma visão partilhada por Rogério Carapuça, presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

A ANI, cuja missão passa por colocar empresas e academia em conversações, garante que tem conseguido colocar as competências científicas e tecnológicas ao serviço da inovação. “Temos boas infraestruturas para o digital, temos um conjunto de financiamentos públicos que nos permitem fazer esse apoio e não notamos quebra na procura”, asseverou o presidente da entidade, nesta web talk. “Temos um défice de fabricante de hardware. A nossa força está no software e é aí que podemos ser um hub, um líder”, concluiu.

Já o secretário-geral da Apritel – Associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas garantiu que Portugal está preparado em termos de resiliência de rede, realçando, nesta conversa, que o setor das comunicações está na vanguarda da inovação.

“É um setor que tem investido muito em Portugal. Estamos a falar de qualquer coisa como 5 mil milhões de euros só nos últimos cinco anos. É muito responsável pela garantia da coesão social e territorial. Conseguimos ser, enquanto país, menos periféricos”, defendeu, apelando ao orgulho nacional pela performance desta área. “Há seis meses, provavelmente, estaríamos a fazer esta conversa presencial e agora e quando a pandemia acabar iremos fazer esta conversa por via eletrónica”, exemplificou Pedro Mota Soares.

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