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Fórum para a Competitividade alerta para obstáculos ao investimento. Há cerca de 100 mil milhões à espera

O Fórum para a Competitividade estima uma ligeira recuperação do crescimento, de entre 1,8% e 2,0% em 2025 para entre 2,0% e 2,3% em 2026.
22 Outubro 2025, 16h26

“Poderemos ter cerca de 100 mil milhões de euros de investimentos a aguardar autorizações. Precisamos de eliminar os obstáculos ao investimento, sobretudo a nível do licenciamento; atrair mais e melhor investimento, em particular IDE; reduzir os obstáculos ao aumento de dimensão das empresas”, defende o Fórum para a Competitividade, nas revelam as Perspectivas Empresariais, relativo ao 3º trimestre de 2025.

O Fórum para a Competitividade estima uma ligeira recuperação do crescimento, de entre 1,8% e 2,0% em 2025 para entre 2,0% e 2,3% em 2026.

As previsões para o crescimento do PIB de Portugal em 2026 variam, com o Governo a projetar um crescimento de 2,3% no Orçamento do Estado para 2026, enquanto outras entidades como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia estimam um valor mais baixo, entre 2,1% e 2,3%. Já a OCDE prevê um crescimento de 1,9% para 2026.

“Portugal continua com um problema de crescimento económico, embora a questão principal seja mais sobre
a sua baixa qualidade, mais baseada no crescimento do emprego do que no aumento da produtividade”, defendem os economistas do Fórum..

No 3º trimestre, o PIB de Portugal terá abrandado, face ao crescimento substancial de 0,6% em cadeia no
trimestre anterior.

No 2º trimestre, o PIB passou de uma queda de 0,4% para um crescimento de 0,6% em cadeia, de que resultou uma aceleração homóloga de 1,7% para 1,9%. Na variação trimestral, o contributo da procura externa líquida foi menos negativo (de -0,7% para -0,2%), enquanto o contributo da procura interna acelerou, de 0,3% para 0,8%, sobretudo devido ao consumo, destaca a instituição.

Os economistas referem que o  ano de 2026 apresenta-se com perspectivas de desempenho económico internacional não muito diferente do corrente ano. “No entanto, os riscos permanecem elevados, desde logo com origem nas políticas económicas, sobretudo nos EUA”, sublinham.

O BCE parece estar muito próximo de ter terminado o ciclo de descida de taxas de juro, pelo que este estímulo
deverá deixar de estar presente nos próximos tempos, considera a instituição.

O Forum para a Competitividade estima um abrandamento da inflação nacional, de entre 2,3% a 2,5% em 2025 para entre 1,7% e 2,1% em 2026.

“Em 2026, poderemos assistir à continuação de um significativo dinamismo da despesa das famílias, embora
seja possível algum abrandamento do crescimento do emprego e já não se possa contar com um impacto tão
significativo de descida das taxas de juro”, defendem os economistas.

No 2º trimestre, a população activa acelerou (de 2,2% para 2,7%), mas o emprego acelerou ainda mais (de 2,4% para 2,9%), de que resultou uma diminuição da taxa de desemprego, de 6,6% para 5,9%.

A manterem-se estes crescimentos do emprego, bastariam aumentos modestos da produtividade para o PIB crescer em torno dos 4%, praticamente o dobro do atual. O Forum para a Competitividade estima uma relativa estabilização da taxa de desemprego, de entre 6,0% e 6,2% em 2025 para entre 5,9% e 6,1% em 2026.

 


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