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FPF define EUA, lusofonia e Arábia Saudita como mercados estratégicos

Um ano após a chegada da direção liderada por Pedro Proença, a FPF definiu em conjunto com a EY um plano estratégico para o futebol português até 2036. A expansão da marca FPF é um dos eixos: objetivo é torná-la a quinta marca mais valiosa do mundo.
Pedro Proença
O presidente da LPFP – Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Pedro Proença, fala aos jornalistas no final da reunião da XI Cimeira de Presidentes, organizada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, no Convento de São Francisco – Coimbra Cultura e Congressos, Coimbra, 18 de outubro de 2023. PAULO NOVAIS/LUSA
24 Fevereiro 2026, 13h47

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que há um ano é presidida pela direção de Pedro Proença, definiu os EUA, os países da lusofonia e a Arábia Saudita como mercados estratégicos. Esta é uma das ambições vertidas no plano estratégico que a FPF apresentou esta terça-feira e que visa redefinir o futebol português até 2036 e é delineado em parceria com a EY.

O plano, que pretende a reformulação do futebol em Portugal nos próximos dez anos, está assente em dez eixos estratégicos, nos quais contam, entre outros, a projeção e valorização da marca FPF, o impacto do Mundial 2030 e a sustentabilidade e competitividade no futebol.

O plano estratégico que abrange o período de 2024 a 2036 estabelece dez eixos estratégicos: nova era de governação; reforma da disciplina e justiça; projeção da marca FPF; Mundial 2030; afirmação do futebol feminino; revolução na arbitragem; sustentabilidade e competitividade no futebol; plataforma de conhecimento e inovação; da base às seleções de excelência e uma Federação ao serviço da comunidade.

E é precisamente através da projeção da marca FPF que o órgão federativo presidido por Pedro Proença quer chegar e aprofundar a sua presença em mercados como o norte-americano, árabe e lusófono, com a internacionalização da marca. Assim, definiu Pedro Proença, a FPF tem a ambição de ser a quinta maior marca desportiva mundial. Até 2036, a meta está definida: atingir 70 milhões de euros em receitas através de patrocínios, licenciamentos e merchandising.

Um dos objetivos passa pela exportação da conferência Portugal Football Summit com uma cadência semestral e que a mesma possa vender e promover o futebol português além fronteiras, com especial ênfase para os destinos definidos agora como mercados estratégicos.

E para lá chegar, a FPF conta com a ajuda de Cristiano Ronaldo já que, no entender do presidente da Federação, a marca CR7 “funde-se” com o futebol português e as duas marcas “estarão sempre ligadas”. O dirigente espera que Cristiano Ronaldo jogue “mais um par de anos” e acredita que FPF e CR7 possam trabalhar em conjunto.

Pedro Proença quer reduzir carga fiscal que “discrimina” indústria

A sustentabilidade e competitividade do futebol português é um dos eixos estratégicos que constam no plano estratégico que a Federação Portuguesa de Futebol definiu em conjunto com a consultora EY para o desenvolvimento da modalidade até 2036.

A redução de custos de contexto, que passam por impostos como o IVA, IRS e IRC assim como prémios de seguros, são uma das grandes bandeiras da FPF neste plano estratégico. Para a Federação, estes custos consomem recursos “essenciais” e “limitam” a capacidade de investimento das estruturas desportivas.

Para a FPF, essa pressão dos custos de contexto é “agravada pela necessidade de rever o atual modelo de financiamento” do futebol em Portugal. Na época 2024/25, de acordo com o anuário da EY, a indústria do futebol gerou mais de 662 milhões de euros para o PIB nacional e pagou 268 milhões de euros em impostos.

Perante aquilo que a FPF designa de “desajustamento dos quadros competitivos face à realidade económica de muitos clubes”, acaba por ser, no entender da FPF, uma intensificação da pressão sobre orçamentos desde logo altamente limitados.

Nesse sentido, a FPF quer apoiar os seus associados no sentido de “fortalecer a resiliência financeira” e dá como exemplo as candidaturas a fundos comunitários ou o apoio ao futebol não profissional decorrente das receitas da centralização dos direitos audiovisuais.

Independentemente destas iniciativas, a FPF coloca enorme ênfase na redução dos custos de contexto que “pesam sobre clubes e associações”, com recurso à capacidade de influência política. Pedro Proença recorda a taxa máxima de IVA que limita a competitividade da indústria do futebol português perante a sua concorrência direta e até recorda o fim do programa Regressar, que permitia o regresso de jogadores a Portugal com benefícios fiscais.


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