França vai gastar 15 mil milhões de euros com medidas de contenção para conter novo coronavírus

“Vamos reforçar todos os dispositivos de ajuda”, afirmou o governante, especificando que seis mil milhões respeitam a fundos de solidariedade, sete mil milhões para desemprego parcial (o designado ‘lay-off’), mais de mil milhões para exonerações de contribuições sociais e outro tanto para assumir custos de empresas com alugueres.

Reuters/Gonzalo Fuentes

As medidas aprovadas pelo governo francês para procurar conter a propagação do novo coronavirus, que começam a vigor na sexta-feira, vão custar 15 mil milhões de euros por mês, estimou hoje o ministro da Economia, Bruno Le Maire.

“Vamos reforçar todos os dispositivos de ajuda”, afirmou o governante, especificando que seis mil milhões respeitam a fundos de solidariedade, sete mil milhões para desemprego parcial (o designado ‘lay-off’), mais de mil milhões para exonerações de contribuições sociais e outro tanto para assumir custos de empresas com alugueres.

Le Maire afirmou que, “por precaução” e para considerar o conjunto de custos relacionados com a crise sanitária até ao final do ano, vai haver uma retificação do orçamento de 2020, para acrescentar 20 mil milhões de euros.

O governo francês detalhou hoje, em conferência de imprensa, as condições do novo confinamento, com duração prevista até 01 de dezembro, se bem que vá haver uma reapreciação da situação dentro de 15 dias, para ver se os comércios considerados não essenciais podem abrir.

“O objetivo central do confinamento é proteger os franceses e preservar o sistema sanitário”, disse o primeiro-ministro, Jean Castex, que avançou as exceções do confinamento.

Os franceses só podem sair de casa para fazer compras de primeira necessidade ou atividade física individual dentro de um perímetro de um quilómetro em torno das suas casas.

As novas exceções permitem saídas para acompanhar as crianças às escolas, que vão permanecer abertas, mas o governo reduziu a idade mínima para o uso obrigatório de máscaras, passando-a para seis anos.

Também se pode sair de casa para ir trabalhar, mas só se não se puder recorrer ao teletrabalho, que volta a ser de uso generalizado até ao fim do confinamento.

Hoje, foram anunciados em França 36.437 novas infeções.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 44,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (45.955 mortos, mais de 965 mil casos), seguindo-se Itália (38.122 mortos, mais de 616 mil casos), França (35.541 mortos, mais de 1,1 milhões de casos) e Espanha (35.639 mortos, mais de 1,1 milhões de casos).

Em Portugal, morreram 2.428 pessoas dos 132.616 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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