Frentes de fogo de Vila de Rei e de Mação estão 90% dominadas

“Há 10% ainda de território, inserido nestas frentes, que carece ainda de muita atenção,10% ainda tem chama”, destacou o comandante Pedro Nunes da Proteção Civil.

Miguel A. Lopes/Lusa

A Proteção Civil disse hoje que a quase totalidade dos fogos de Vila de Rei e de Mação estão estabilizadas.  As autoridades prevêem também um “dia muito difícil pela frente”.

“O incêndio esta estabilizado e quer a frente de Vila de Rei, quer a frente de Mação, estão 90% dominadas”, disse esta segunda-feira, 22 de julho, Pedro Nunes, comandante do Agrupamento Distrital do Centro Norte.

“Há 10% ainda de território, inserido nestas frentes, que carece ainda de muita atenção, tem um perímetro ativo – 10% ainda tem chama”, destacou o comandante em conferência de imprensa.

Para esta segunda-feira, o tom é de cautela. “Vamos ter um dia muito difícil pela frente”, destacou o comandante. “Estão previstas duas rajadas para o final do dia que podem atingir os 35 quilómetros por hora, condições difíceis para combater os incêndios”.

Segundo o responsável, os “trabalhos continuam conforme planeados, durante o período noturno foi feito um esforço muito grande por parte de todos os operacionais de todos os efetivos que estão no teatro de operações, um esforço concertado”.

Pedro Nunes esclareceu que o fogo foi atacado tanto de uma forma direta, com recurso a água, como de uma forma indireta, com recurso à abertura de cortas-fogos e através do uso de fogo para limitar a movimentação do incêndio.

“Foi usada uma componente muito grande, quer no ataque direto, atacar chamas com água, quer no ataque indireto, recurso e uso de máquinas de rasto para abertura de acessos que possam conter as linhas de fogo, quer com o recurso ao uso do fogo para deixar áreas fechadas e bem ancoradas para que possamos diminuir a probabilidade de termos hoje menos área vulnerável ao fenómeno de reacendimento ou de reativação”, explicou o comandante.

Pedro Nunes relatou que “não são frentes extensas, não são de grande dimensão, são pontos quentes com chama contínua com cerca de 20 a 30 metros, essencialmente em zonas de muito difícil acesso onde as máquinas não vão e só é possível chegar apeado com ferramentas ou com grandes extensões de linhas de água”.

“Estão previstas duas rajadas para o final do dia que podem atingir os 35 km/h, condições difíceis para combater os incêndios”, acrescentou.

“Vamos ter um dia muito difícil pela frente”, assumiu Pedro Nunes, acrescentando que a prioridade é “fechar a porta ao fogo”.

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