Fukushima: Japão vai despejar água radioativa de central nuclear no Oceano Pacífico

Apesar de estar a acumular água contaminada desde o acidente, o espaço disponível de armazenamento termina em 2022. “A única opção vai ser drená-la para o mar e depois diluí-la”, garantiu Yoshiaki Harada, ministro do Ambiente do Japão.

O operador da central nuclear de Fukushima no Japão vai ter de despejar grandes quantidades de água contaminada diretamente para o Oceano Pacífico, afirmou o ministro do Ambiente japonês, avançou o ‘The Guardian’. Esta contaminação vai colocar em perigo os pescadores locais e as suas capturas de peixe.

Dentro da central existe mais de um milhão de toneladas de água contaminada, desde que foi atingida pelo tsunami em março de 2011. O terramoto de magnitude 8.7 na escala de Richter causou um tsunami, provocando uma falha na central e derretendo três dos seis reatores existentes dentro da central japonesa.

A empresa distribuidora de energia, Tokyo Electric Power (Tepco) tem lutado contra a acumulação de água dentro da central já desativada. A Tepco já tentou remover os núcleos que estão a ficar rodeados de excesso de água mas a tecnologia existente não permite retirar os átomos radioativos na mesma água.

Apesar de estar a acumular água contaminada desde o acidente, o espaço disponível termina em 2022. “A única opção vai ser drená-la para o mar e depois diluí-la”, garantiu Yoshiaki Harada, ministro do Ambiente. “O governo ainda vai discutir esta situação, mas gostava de oferecer a minha opinião”.

Até o governo japonês ouvir um conjunto de peritos sobre a poluição e os efeitos que podem decorrer do despejo tóxico, não vai ser tomada nenhuma decisão. Outras opções incluem vaporizar o líquido ou armazená-la em terra por um longo período.

A decisão apressada de colocar a água contaminada no Oceano Atlântico, poderia colocar a indústria piscatória em causa, uma vez que os pescadores passaram os últimos oito anos a reconstruir a sua atividade. A vizinha Coreia do Sul já emitiu preocupação com o impacto que este despejo terá no marisco.

Ler mais
Recomendadas

A bem da saúde e do ambiente. Seguradora passa a pagar aos colaboradores para irem de bicicleta para o trabalho

Esta iniciativa, pioneira em Portugal, e que é lançada no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, segue o exemplo dos vizinhos espanhóis da Liberty Seguros. Empresa vai pagar 37 cêntimos de euro por quilómetro a quem for a pedalar para o trabalho.

Investidores, académicos e startups de impacto reúnem-se em Lisboa por um futuro mais sustentável

A capital portuguesa recebe entre 23 e 25 de abril de 2020 o evento “Planetiers World Gathering”, que pretende ser uma mostra de soluções sustentáveis em várias indústrias.

Ministro do Ambiente: “Temos de repensar a ciência económica quando a queremos em prol do bem estar”

Na apresentação do “Planetiers World Gathering”, João Pedro Matos Fernandes defendeu que os processos para atingir a metas de desenvolvimento sustentável da ONU têm que ter componentes de negócio.
Comentários