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Fundo Ambiental apoia criação de rede de abrigos climáticos

À semelhança de outras cidades europeias, Beja prepara-se para receber um projeto-piloto para enfrentar fenómenos climáticos extremos cada vez mais frequentes.
20 Dezembro 2025, 16h33

Os abrigos ou refúgios climáticos são espaços seguros criados para proteger pessoas dos impactos de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, tempestades ou frio intenso. Em Portugal, a revisão da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC 2030) assumiu nos seus objetivos a implementação de medidas que integram o risco climático no planeamento urbano contribuindo para proteger as populações. Os planos municipais de ação climática, previstos na Lei de Bases do Clima, podem prever a criação destes espaços de forma adaptada à respetiva realidade demográfica e territorial.

“Com esta perspetiva, e numa lógica de projeto-piloto a desenvolver em Beja, pretende-se reforçar a adaptação da cidade para lidar com fenómenos climáticos extremos beneficiando diretamente a população. Beja é uma cidade média exposta a grandes variações térmicas, incluindo temperaturas muito elevadas do verão e baixas no interno. Face a este contexto geográfico pretende-se criar uma rede de abrigos face a eventos climáticos extremos, que contribuam para proteger a população face a situações de maior stress térmico”, refere um comunicado do Ministério do Ambiente e Energia (MAE).

A Agência para o Clima, por via do Fundo Ambiental, através de Protocolo a celebrar com a Câmara Municipal de Beja, irá apoiar a concretização deste projeto por via de financiamento a atribuir em 2026. Em primeiro lugar serão mapeadas as estruturas urbanas, incluindo jardins, áreas verdes, edifícios públicos ou outros locais que possam servir a população numa lógica de refúgio climático.

Em segundo lugar serão desenvolvidas intervenções que permitam adaptar os locais selecionados, em especial os espaços urbanos como jardins públicos, para terem zonas de repouso com maior ensombramento por coberturas arbóreas, reforço do arvoredo, presença de água (seja para consumo, seja enquanto amenidade climática), solo não impermeabilizado, bancos em materiais não condutores de calor, entre outros aspetos que beneficiem o espaço público e o adaptem aos impactos das contingências climáticas. A título de exemplo será adaptado o jardim público de Beja para disponibilizar a valência de abrigo climático face a situações de stress térmico.

Em terceiro lugar será realizada divulgação desta rede de espaços, por via de diferentes instrumentos de comunicação (imprensa e rádio local, redes sociais) dando a conhecer à população a iniciativa e localização desses pontos.

“Este projeto, de carácter piloto, poderá servir de demonstração para boas práticas de adaptação do espaço público aos impactos das alterações climáticas, sobretudo por via de estruturas verdes e intervenções que também contribuam para o restauro ecológico em áreas urbanas, beneficiando as populações”, lê-se no documento.

 

 


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