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Gabriel Bernardino defende que conhecimento financeiro exige mudança de atitude no consumo e poupança

Na Sessão Solene da Semana da Formação Financeira 2025, realizada esta tarde nas instalações da CMVM, o presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Gabriel Bernardino, destacou a urgência de levar a literacia financeira para além das aulas de Matemática, integrando-a de forma transversal no currículo escolar.
16 Março 2026, 18h45

O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Gabriel Bernardino, participou esta segunda-feira na Sessão Solene da Semana da Formação Financeira 2025, na CMVM, onde alertou que o conhecimento teórico não basta se não for acompanhado por uma mudança de atitude nas decisões de consumo e poupança.

Gabriel Bernardino destacou a urgência de levar a literacia financeira para além das aulas de Matemática, integrando-a de forma transversal no currículo escolar.

No painel dedicado aos desafios da literacia financeira no contexto escolar, Gabriel Bernardino sublinhou que os conhecimentos de base são o alicerce fundamental para a capacidade de decisão dos futuros cidadãos. Sem uma compreensão clara de conceitos financeiros elementares, o impacto na vida quotidiana e na gestão de risco individual pode ser severo.

Uma das principais teses defendidas pelo presidente da ASF foi a necessidade de desmistificar a literacia financeira como uma competência estritamente numérica.

Gabriel Bernardino defendeu a introdução de temas financeiros em várias disciplinas do currículo, argumentando que a compreensão do valor do dinheiro, do risco e do planeamento deve estar presente em diversas áreas do saber e não apenas circunscrita à Matemática.

O responsável deixou ainda um alerta importante sobre o fosso entre o saber e o fazer. Segundo Gabriel Bernardino, nem sempre as atitudes acompanham os conhecimentos financeiros. É possível ter um elevado domínio teórico sobre economia e, ainda assim, adotar comportamentos de risco ou impulsivos. Por isso, defendeu que a educação financeira nas escolas deve focar-se tanto na transmissão de saber como na moldagem de atitudes e comportamentos responsáveis.

Para garantir que as iniciativas em curso estão a ter resultados práticos, o presidente da ASF reforçou a necessidade de avaliar o impacto das estratégias e atividades desenvolvidas no terreno. Para o supervisor, medir a eficácia das ações de formação é o único caminho para ajustar as políticas educativas e garantir que os jovens portugueses saem da escola mais preparados para os desafios financeiros da vida adulta.


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