Galp fecha ano de 2020 com prejuízos

A Galp registou 42 milhões de euros de prejuízo em termos de resultado líquido ajustado, em termos de resultado líquido IFRS registou prejuízos de 551 milhões de euros.

A Galp registou um resultado líquido ajustado (RCA) de 42 milhões de euros de prejuízo em 2020 face a período homólogo.

Em termos de resultado líquido IFRS, a companhia registou prejuízos de 551 milhões de euros, com eventos não recorrentes de 171 milhões de euros negativos e um efeito de stock material de 338 milhões negativos.

Em 2019, a Galp registou lucros de 560 milhões de euros, menos 21% face a 2018.

Já o EBITDA RCA recuou 34% para 1.570 milhões d euros em 2020, com o EBIT RCA a descer 69% para 427 milhões, “refletindo o significativo efeito de inventário e as imparidades e provisões relativas à refinaria de Matosinhos”.

A operação upstream (exploração de petróleo e gás natural) sofreu um recuo de 37% para 1.111 milhões de euros. Já a operação comercial recuou 21% para 325 milhões de euros. Por sua vez, a refinação e midstream recuou 45% para 113 milhões de euros. As renováveis e novos negócios, por seu turno, registaram um EBTIDA de nove milhões de euros negativos, mais quatro milhões face a 2019.

“Os resultados da Galp em 2020 refletem os desafios sem precedentes criados pela pandemia global da Covid-19 e pelas medidas tomadas para lhe fazer face”, disse a petrolífera em comunicado divulgado esta segunda-feira, 22 de fevereiro.

“Os números evidenciam igualmente os projetos que, apesar do contexto adverso, a Galp continuou a promover para se transformar numa empresa mais sustentável, nomeadamente o investimento efetuado na aquisição dos projetos de energia solar em Espanha – que permitem que seja hoje o maior produtor ibérico de energia fotovoltaica – e a adaptação do seu aparelho refinador à transformação em curso no sistema energético global”, segundo a empresa.

As vendas de produtos petrolíferos recuaram 28% em 2020 “como resultado da menor procura em todos os segmentos, derivada do impacto económico da pandemia”.

Em 2020, o investimento líquido atingiu os 830 milhões de euros, incluindo os 325 milhões pagos à ACS pela compra de centrais solares e Espanha. As energias renováveis e os novos negócios atingiram os 39% de investimento, com a exploração petrolífera a atingir os 36%.

Já a dívida líquida da Galp aumentou em 631 milhões de euros para 2.066 milhões.

A empresa registou um fluxo de caixa de 42 milhões de euros em 2020, “num dos anos mais desafiantes de que há memória para o setor e considerando a aquisição estratégica na divisão das renováveis”.

Os resultados financeiros foram de 182 milhões de euros negativos “impactados por diferenças cambiais de -€78 m resultantes da depreciação do dólar dos E.U.A. e do real brasileiro, e uma variação negativa no mark-to-market de -€44 m, sobretudo relacionada com derivados de cobertura. Os resultados financeiros incluem também a perda registada no segundo trimestre de 2020 relacionada com derivados de licenças de CO2, bem como ganhos realizados no primeiro trimestre 2020 com derivativos de Brent e com a monetização das restantes posições de cobertura de refinação em aberto no segundo trimestre 2020”.

A companhia aumentou a produção de petróleo e de gás natural em 2020 em 7% para 128,2 mil barris diários. A produção no Brasil subiu 7%, com a produção em Angola a aumentar 6%.

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