Ganhei o Euromilhões. E agora?

No país em que mais apostas se registam por pessoa, saiba como agir se algum dia for o feliz contemplado.

E se a chave milionária, que todos os europeus desejam, fosse a sua? O que faria? Numa primeira fase, o conselho mais importante é ter calma, manter a cabeça fria (e não divulgar ao mundo a novidade).

Depois de tomar consciência, sem alarido, de que tem a chave dos milhões em sua posse, deverá informar-se de algumas coisas, como por exemplo: Como vai reclamar o prémio? Quanto e quando vai receber? Quanto vai pagar de impostos?

No seu site, o departamento de jogos da Santa Casa responde a várias destas questões. “Fui premiado com um 1º prémio do Euromilhões. O que devo fazer?” ou Fui premiado. Como posso receber o meu prémio?, são alguns exemplos.

Mas para tirar todas as dúvidas, a primeira coisa a fazer é ligar para a linha direta de jogos da Santa Casa (808 203 377), onde poderá marcar a data de entrega do prémio e pedir outras informações de segurança e privacidade que ache oportuno esclarecer.

Se o prémio for igual ou superior a um milhão de euros, será encaminhado para o Grupo de Apoio ao Alto Premiado (GAAP), da Santa Casa, para receber apoio psicológico e de outro tipo. Este gabinete pode, por exemplo, contatar bancos que sabe que se disponibilizam a abrir portas a um sábado ou domingo, para receber nos seus cofres o recibo com a chave premiada. Em determinadas situações, este gabinete informa as forças de segurança da área de residência do premiado e assegura o seu acompanhamento, desde a sua identificação presencial no Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia, na sede em Lisboa ou na delegação do Porto, até à transferência do prémio para a conta bancária do apostador.

O pagamento não é imediato. Fica disponível entre o 13º e o 90º dia após a data do sorteio. Dado o tempo de espera, e por precaução, deve assinar o boletim vencedor na parte traseira. Isto irá fazer com que só você possa reclamar o prémio.

E não se esqueça que os prémios de valor superior a  cinco mil euros estão sujeitos a imposto do selo, à taxa legal de 20%, por isso, se receber, por exemplo, 15 milhões de euros, 3 milhões vão para os cofres do Estado.

Enquanto espera pelo ‘jackpot’, convém pensar o que fazer ao dinheiro. E aqui surgem mais umas quantas dúvidas. Em que banco depositar? Em que modalidade? Deixar a render ou colocar tudo à ordem para gastar?

Contactado pelo Jornal Económico, um economista da área da Banca defende que a fortuna recebida deverá ser dividida da seguinte forma: 80% para investimentos e 20% para gastar no que mais lhe aprouver.

Outro  aspecto importante é que não deverá confiar toda a quantia num só banco, nem deve ouvir apenas um único consultor financeiro. Quantos mais especialistas ouvir, melhor informado pode ficar e terá mais capacidades para decidir onde aplicar a fortuna recebida.

Já a natureza dos investimentos depende do seu perfil de investimento e do risco que está, ou não, disposto a correr para rentabilizar o seu património.

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