Gonçalo Regalado, presidente do BPF, no encerramento do Fórum Banca, começou a sua apresentação com a defesa do banco na questão da exposição ao risco. “O que é que o banco soberano está a fazer no que diz respeito ao risco, ao rigor e ao cuidado no contexto em que vivemos”, disse o CEO do Banco de Fomento.
“O BPF teve o melhor ano da sua história com a garantia mútua em 2025 e isso deveu-se ao pilar central de o banco escolher os riscos que queria tomar. Montámos com a nossa equipa da garantia mútua um sistemas de pré-aprovados, concedemos esses pré-aprovados às empresas e mobilizámos as empresas em parceria com a banca comercial para investirem com crédito com garantia pública” disse Gonçalo Regalado que garante que “hoje a qualidade da nossa carteira de crédito do banco é de qualidade topo na economia portuguesa”.
“O risco de crédito é prioridade e o rating da nova produção é top-quality. A produção em 2025 tem um rating médio de GR5, numa escala de rating de GR1 a GR12”, revelou.
“Mobilizamos empresas de uma forma direta”, disse o presidente do banco promocional ao mesmo tempo que revelou que 62% do montante dos limites de crédito pré-aprovado tem rating até GR3; 92% do montante dos limites pré-aprovados têm até GR5; e os limites são renovados a cada 3 meses com capacidade de gestão de cada limite. Numa escala em que GR1 é o melhor e GR15 é o pior.
Esta mensagem de encerramento do Fórum Banca 2026 parece feita à medida para responder ao CEO do BPI que num painel anterior chamou a atenção para o risco do Banco de Fomento.
No mesmo Fórum Banca, João Pedro Oliveira e Costa, presidente do BPI disse que “o Banco de Fomento tem claramente ajudado [no crédito a empresas]”. No entanto acrescentou que “eu tenho a expetativa que nós todos tenhamos aprovado bem o dinheiro que o Estado está a dar de garantia às empresas. É que se não vamos pagar todos a grande operacionalidade do Banco de Fomento com juros e com tudo o que a gente não gosta”, alertou o CEO do BPI.
O banqueiro ressalvou que “a análise de risco é nossa”, quando questionado sobre quem avaliava o risco dos empréstimos dados com garantia pública operacionalizada pelo Banco de Fomento.
“Nós temos uma grande responsabilidade, não só perante os nossos depositantes como também em relação à forma como estamos a fazer esses créditos com garantia, para garantir que os créditos sejam aprovados para boas empresas, com projetos, com planos”, defendeu o presidente do BPI.
No encerramento do Fórum Banca 2026, organizado pelo Jornal Económico, Gonçalo Regalado disse que o Banco de Fomento enviou a mais de 152 mil empresas pré-aprovações de crédito com garantia mútua com mais de 40 mil milhões de euros em financiamento direcionado a empresas com melhor rating.
O BPF destacou ainda o aumento de 3x no peso das garantias em carteira atribuídas a empresas com rating 1 em 10 meses.
“Já ouvimos hoje aqui um banco dizer que tinha 45 mil milhões de euros disponíveis para as empresas investirem”, disse referindo-se à CGD. nós, a 151.980 empresas concedemos 41,5 mil milhões de euros de garantia de crédito pré-aprovado que pode descontar nos bancos comerciais.
O modelo pré-aprovado é feito com preocupação com o risco, garante o CEO do BPF, que lembra que “o nosso balanço é o Orçamento de Estado”.
“Recebemos e mobilizámos juntamente com 10 bancos comerciais mais de 36 mil propostas de candidaturas de 23 mil empresas em 12 meses. Aprovámos de forma estrutural mais de 7 mil milhões deu euros em 24 mil candidaturas de quase 20 mil empresas e contratámos mais de 18.750 operações com 5.000 milhões de euros em 16.200 empresas”, disse o CEO do BPF.
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