Gigante canadiana produziu três toneladas de canábis em Aljustrel

Graças à parceria com a Terrace Global, a Flowr conseguiu plantar mais de 30 hectares de canábis medicinal ao ar livre e implementar uma infraestrutura que é antecipada para permitir alavancar mais de 180 hectares de potencial de cultivo de canábis medicinal ao ar livre no futuro.

Um ano depois de ter iniciado as operações em Portugal num investimento de cerca de 6 milhões de dólares (cera de 4,89 milhões de euros), a Flowr Corporation anunciou, esta terça-feira, que a área de cultivo em Aljustrel, com cerca de 40 mil plantas, produziu, aproximadamente, três toneladas de flor de canábis com alto teor de THC. O investimento inicial previa que a gigante canadiana produzisse cerca de 500 toneladas por ano.

“Desde que a nossa parceria com a Terrace Global começou em maio de 2020, fomos capazes de importar um conjunto diversificado de genética de ponta de THC em Portugal, plantar mais de 30 hectares de canábis medicinal ao ar livre e implementar a infraestrutura que é antecipada para nos permitir alavancar mais de 180 hectares de potencial de cultivo de canábis medicinal ao ar livre no futuro”, comenta Vinay Tolia, CEO da Flowr, num comunicado enviado esta tarde às redações.

O responsável garante não haver “nenhum outro projeto como este” no bloco europeu e espera, por isso, “poder alavancar esta capacidade de cultivo de baixo custo para produzir um conjunto diversificado de produtos derivados, bem como flores secas, que acreditamos que serão lançadas com certificação” de boas práticas de fabricação (GMP, sigla em inglês).

Dessa colheita, a farmacêutica canadiana informa que renderam aproximadamente 35 quilos de flor seca de canábis com mais de 20%  de THC, “sendo que a empresa espera obter a certificação GMP europeia em 2021”.

Além destes resultados, a Flowr anuncia ainda o acordo de armazenagem estratégico com a Tilray, pelo qual as partes concordaram com a armazenagem de canábis medicinal com certificação GMP nas instalações da empresa em Sintra, em Portugal.

“As partes vão comprometer-se a desenvolver uma abordagem colaborativa com o objetivo de alavancar a UE com as instalações com certificação GMP em Portugal destinadas à armazenagem de produtos de canábis medicinal para o mercado europeu”, lê-se na nota. Os termos comerciais do acordo não foram divulgados.

 

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