Goldman Sachs vê EDP a fechar terceiro trimestre com lucros de 505 milhões

Resultados da elétrica nos primeiros nove meses do ano ficariam acima dos 420 milhões do período homólogo de 2020, estima a Goldman Sachs. Mas com o EBITDA a descer, para os 2,48 mil milhões de euros.

A Goldman Sachs estima que a EDP feche o terceiro semestre com lucros de 505 milhões de euros, acima dos 420 milhões registados nos mesmos nove meses de 2020, o ano mais afectado pela pandemia.

“Estimamos resultados líquidos de 505 milhões de euros, que parecem consistentes com [a nossa previsão de] lucros (antes de ganhos de capital) de 617 milhões de euros para todo o ano”, indica a Goldman Sachs numa nota enviada aos mercados.

No que toca ao EBITDA, a Goldman Sachs estima um decréscimo: 2,485 mil milhões no terceiro trimestre deste ano, contra os 2,625 mil milhões do período homólogo de 2020. Segundo a Goldman Sachs, este resultado deve-se, entre outras razões, a uma diminuição dos ganhos com a rotação de ativos.

“As nossas estimativas incluem cerca de 100 milhões de euros em ganhos de capital com a EDP Renováveis. Vemos a EDPR no bom caminho para acrescentar cerca de 2,5 GigaWatts em todo o ano, e esperamos progressos sólidos nos lucros das redes de distribuição de energia (com a revisão das tarifas no Brasil e ajustes de tarifa em Espanha).

Sobre a dívida financeira líquida da EDP, a Goldman vê uma redução: para 12,3 mil milhões de euros (quando estava em 13 mil milhões no terceiro trimestre do ano passado).

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