Governo anuncia 15 milhões de euros para comprar publicidade institucional nos media

“Este é um tempo em que precisamos, mais do que nunca, de comunicar e informar. No âmbito da saúde pública e nesta fase em que o Governo prepara o regresso progressivo à normalidade, a publicidade institucional ganha um papel mais relevante”, afirmou esta sexta-feira a ministra da Cultura.

Cristina Bernardo

O Governo alocou 15 milhões de euros para a aquisição antecipada de publicidade institucional de todos os serviços da Administração Pública nos meios de comunicação social portugueses, sendo que 25% dessa verba destina-se à imprensa regional.

“Este é um tempo em que precisamos, mais do que nunca, de comunicar e informar no âmbito da saúde pública e nesta fase em que o Governo prepara o regresso progressivo à normalidade. A publicidade institucional ganha um papel mais relevante”, afirmou esta sexta-feira a ministra da Cultura, na apresentação de medidas de auxílio ao setor dos media.

Graça Fonseca explicou que, todos os anos, o Estado investe em campanhas institucionais, mas considera que 2020 e 2021 é preciso reforçar esse investimento. Trata-se de um valor três superior ao que estava previsto antes da pandemia. “Com esta decisão (…), o Estado está a atuar em nome do interesse público em múltiplas dimensões”, disse a governante com a tutela dos media, em conferência de imprensa na Presidência do Conselho de Ministros.

Assim, o Estado irá comprar publicidade na rádio e televisão, em programas generalistas temáticos e informativos, e fazer publicações periódicas de informação geral – onde não se inclui a agência Lusa e o canal público RTP. A utilização deste espaço mediático, em articulação com o regulador (ERC), será orientado para campanhas da DGS, a favor de causas sociais e humanitárias, literacia mediática, entre outras áreas.

Na quarta-feira, a ministra da Cultura adiantou no parlamento que o Governo estava a ultimar medidas concretas para os setores de media e livreiro e confirmou que estava a trabalhar com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e outro player ligado aos meios de comunicação social.

“Ao longo deste tempo temos sempre procurado fazer este caminho: primeiro, trabalhar com os diversos setores para compreender de que maneiras as medidas transversais são ou não são ajustáveis e adequadas às necessidades dos setores. E numa segunda fase trabalhar medidas setoriais, especificamente destinadas aos setores. É o que estamos neste momento a concluir com os setores dos media e a área do livro, incluindo as três componentes, escritores, editoras e livrarias”, disse, em audiência na comissão parlamentar de Cultura e Comunicação.

Notícia atualizada às 16h09

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