Governo cria grupo de trabalho para combater insuficiência cardíaca

Em Portugal mais de 4% da população adulta sofre de insuficiência cardíaca e o Governo teme que a tendência seja agravada com o envelhecimento progressivo da população. O relatório final do grupo de trabalho deverá estar concluído até ao final de março de 2019, com propostas de medidas.

O Governo lançou um grupo de trabalho para avaliar medidas que serão implementadas no combate à insuficiência cardíaca. O despacho foi publicado nesta quinta-feira, 10 de maio, em Diário da República, pelo gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.

Mais de 4% da população adulta portuguesa sofre de insuficiência cardíaca, um valor que se estima que possa duplicar a cada cinco anos e que preocupa o Governo dado o progressivo envelhecimento da população.

Neste despacho pode ler-se que “importa constituir um Grupo de Trabalho para a definição dos critérios a observar nos Programas integrados de Insuficiência Cardíaca, bem como nos eventuais projetos-piloto a desenvolver nesse âmbito garantindo o seu acompanhamento e avaliação, de forma estruturada que possibilite um adequado planeamento”.

O objetivo passa por reduzir a mortalidade e internamentos, tal como melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofreram enfartes ou outras doenças coronárias. “Considera-se relevante a definição de programas estruturados de tratamento integrado de Insuficiência Cardíaca envolvendo quer os cuidados primários, quer as estruturas hospitalares e integrando formas inovadoras de relacionamento com o doente, como telemonitorização e os programas de Hospital de Dia”, realça o diploma.

Este grupo de trabalho irá ser coordenado por Rui Cruz Ferreira, diretor do Programa de Saúde prioritário na área das doenças cardiovasculares, em representação da Direção-Geral de Saúde e do qual farão parte membros da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN). Entre outros elementos estará integrado Rui Batista, representante da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

O relatório deste grupo de trabalho deverá estar concluído até 31 de março de 2019, altura em que termina o mandato desta equipa.

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