Governo prevê que despesa com juros caia para 2,9% em 2020

Governo projeta gastar 6.409 milhões de euros com juros no próximo ano, abaixo dos 6.526 estimados para 2019.

José Sena Goulão/Lusa

O Governo prevê gastar menos com os juros associados à dívida pública este ano. Na proposta do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), o Ministério das Finanças projeta que os encargos com juros caiam para 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano, menos uma décima do que em 2019.

As condições favoráveis de financiamento de Portugal levaram o Governo a projectar que a despesa pública com juros representasse 3,1% em 2019, abaixo dos 3,3% do PIB inscritos no Orçamento do Estado para 2019 e no Programa de Estabilidade, apresentado em abril.

A política adoptada pelo Banco Central Europeu (BCE), que mantém as taxas de juro em mínimos históricos e que anunciou recentemente um novo programa de compra de ativos, continua a beneficiar Portugal, contribuindo para a diminuição dos encargos com juros através de uma redução da taxa de juros no mercado primário, com Portugal a renovar mínimos históricos na emissão de dívida. Este cenário tem também beneficiado do upgrade por parte das agências de rating, que levaram a um aumento da confiança dos investidores.

Recomendadas

Exportações tombam 15,4% este ano e crescem 8,4% em 2021, segundo o Governo

A resolução do Conselho de Ministros que aprova o Programa de Estabilização Económica e Social foi publicada no sábado à noite no suplemento do Diário da República e inclui as previsões do Governo para 2020 e 2021 que não tinham sido apresentadas por António Costa.

Governo estima inflação com recuo de 0,2% em 2020 e aumento de 0,4% em 2021

A resolução do Conselho de Ministros que aprova o Programa de Estabilização Económica e Social foi publicada no sábado à noite no suplemento do Diário da República.

Economia cai 6,9% este ano, mas começa a recuperar em 2021, diz Governo

Estas previsões constam do cenário macroeconómico que integra o Programa de Estabilização Económica e Financeira, que não tinha sido divulgado pelo Primeiro-ministro, António Costa quando apresentou o programa. A resolução do Conselho de Ministros foi publicada este sábado à noite no suplemento do Diário da República.
Comentários