Governo quer continuar a realizar leilões de energia solar nos próximos dois anos

O Executivo de António Costa volta a reafirmar que vai mesmo encerrar as duas centrais a carvão existentes em Portugal até 2023: a do Pego e a de Sines.

Depois do primeiro leilão de energia solar, que teve lugar em julho, o Governo quer continuar a lançar vários programas até 2021 com o objetivo de aumentar em dois gigawatts a capacidade de energia solar fotovoltaica.

“Aumentar a capacidade de produção de energia solar em dois gigawatts nos próximos dois anos, dando continuidade aos leilões de capacidade para novas centrais solares fotovoltaicas, estabelecendo para o efeito um programa plurianual”, pode-se ler nas Grandes Opções do Plano divulgadas esta segunda-feira.

No primeiro leilão de energia solar realizado este ano, foram atribuídos 1.400 megawatts (MW). O Governo já revelou que pretende avançar com um novo leilão de 600 MW no início de 2020.

Nas Grandes Opções do Plano, o Executivo de António Costa volta a reafirmar que vai mesmo encerrar as duas centrais a carvão existentes em Portugal.

“Preparar o fim da produção de energia elétrica a partir de carvão, dando início a esse processo durante a legislatura, com vista ao encerramento ou reconversão das centrais termoelétricas do Pego, até 2021 [pertencente à Tejo Energia], e de Sines [pertencente à EDP], até 2023”,

Recomendadas
catarina_martins_oe_2020

Covid-19: Catarina Martins faz um apelo a Costa para que estenda já as moratórias

“Deixo aqui hoje este apelo a António Costa: não espere que seja tarde demais, não espere pelo início dos despejos e das falências. As moratórias têm de ser estendidas já”, num comício maioritariamente virtual que assinalou o encerramento da conferência autárquica online e os 22 anos do BE, que comemora no domingo a sua fundação.

TAP. Ratificação dos acordos com pilotos e tripulantes era “passo crucial”, diz o Governo

“Porque estes acordos representam um compromisso muito firme de todos com o futuro da companhia, dão ainda mais credibilidade ao plano de reestruturação que o Estado português continuará a negociar com a Comissão Europeia ao longo das próximas semanas”, sublinhou o Ministério das Infraestruras e da Habitação.

Serviços postais caem 12,4% mas tráfego de encomendas dispara 20% em 2020

Tráfego total dos serviços postais caiu 12,4% em 2020, uma quebra que “está associada aos efeitos da pandemia da Covid-19” e que foi “mais expressiva” do que o recuo verificado em 2019 (-6,7%). A pandemia terá tido “um impacto direto, negativo, de 9,8% no tráfego postal total”.
Comentários