CGD: Governo vai relançar processo de venda da Caixa Brasil quando estiverem “reunidas as condições”

Depois de rejeitar as propostas apresentadas pelo banco da CGD no Brasil, o Executivo diz que vai retomar o processo quando considerar que houver condições para tal.

Rafael Marchante/Reuters

O Governo diz que vai voltar a lançar o processo de venda do banco da Caixa Geral de Depósitos no Brasil quando considerar que existem condições para relançar a operação.

“Determinar o relançamento, por parte da CGD, do processo de alienação das ações representativas da totalidade do capital social da sociedade Banco Caixa Geral – Brasil, S. A., quando estejam reunidas as condições de mercado, tendo em conta o atual contexto epidemiológico, em termos e condições a definir”, pode-se ler na resolução do Conselho de Ministros publicada hoje em Diário da República, referente à medida aprovada na passada sexta-feira.

O Governo decidiu no dia 15 de maio “determinar, tendo por base a apreciação do relatório apresentado pela Caixa Geral de Depósitos que não estão reunidas as condições para que qualquer das propostas apresentadas possa ser aceite, não se encontrando suficientemente garantida, à luz do interesse público, a concretização dos objetivos subjacentes ao processo de alienação”.

O Banco Luso-Brasileiro, do grupo Amorim, o Banco ABC Brasil e o fundo Artesia eram os três candidatos à compra do banco brasileiro da Caixa, conforme escreveu o Jornal Económico a 15 de maio.

Na resolução, pode-se ler que “após a análise do relatório apresentado pela CGD com a apreciação dos proponentes e das respetivas propostas vinculativas”, o Governo entendeu “acompanhar a recomendação da CGD e a respetiva fundamentação no sentido de não se encontrarem reunidas as condições para a aceitação de qualquer das propostas vinculativas apresentadas, considerando que nenhuma delas salvaguarda de modo adequado e permanente os interesses patrimoniais da CGD e a concretização dos objetivos subjacentes ao processo de alienação”.

O Conselho de Ministros também entendeu “colocar à disposição do Tribunal de Contas todos os elementos informativos respeitantes ao presente processo”, de forma a “reforçar a absoluta transparência e concorrência do processo de alienação”.

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