Greve do pessoal não docente fecha entre 75% a 80% das escolas

Milhares de escolas estão fechadas esta sexta-feira em todo o país devido à greve do pessoal não docente, apurou o Jornal Económico. Sindicatos avisam que sem respostas do ministério da Educação, vão continuar “na luta”.

Os funcionários das escolas estão em greve pelo segundo dia seguido, num protesto convocado pela CGTP, para exigir aumentos salariais, integração nos quadros e a criação de uma carreira específica.

Em declarações ao Jornal Económico, o dirigente sindical da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FSTFPS), Artur Sequeira, adianta que “há milhares de escolas fechadas. O número de pessoas que aderiram à greve, esta sexta-feira, é substancialmente maior do que ontem e a adesão aproxima-se à da última greve geral da Frente Comum. A estimativa não está fechada, mas podemos dizer que entre 75% a 80% das escolas estão encerradas” confirma o dirigente sindical.

E apesar de a secretária de estado da Educação ter anunciado ontem que esta sexta-feira seria lançado um concurso para contratar mais mil funcionários para as escolas e a criação de uma bolsa que permita aos diretores substituir trabalhadores em falta, os sindicatos consideram que “estas duas medidas, só por si, não são suficientes”.

“Continuamos à espera que a senhora secretária de estado nos chame para percebermos como é que estas medidas vão resolver os nossos problemas”, sublinha Artur sequeira, acrescentando que os trabalhadores querem respostas para quatro questões fundamentais: o ministério da Educação “vai integrar os precários que estão nas escolas?”, “vai ou não alterar a portaria de rácios para permitir que todos os agrupamentos de escolas tenham os seus quadros dotados de pessoal efetivamente necessário, quer sejam geridas pelo ministério ou pelos municípios?”, “concorda que há uma falha de 6 mil trabalhadores nas escolas?”, e por fim, “vai ou não vai recuperar a carreira especifica para estabilizar o corpo docente das escolas?”.

O dirigente sindical afirma que “sem estas respostas, não há razão para que os trabalhadores parem com a luta”, sendo que os sindicatos consideram que “a secretária de estado tem condições para resolver estes problemas – que afetam o funcionamento das escolas e que põem em causa os direitos elementares dos trabalhadores – até ao fim da legislatura”.

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