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Greve Geral: AHP pede a Governo e Confederações que “construam pontes” de diálogo

A CGTP anunciou no sábado a convocação de uma greve geral para 11 de dezembro devido à lei laboral à qual também se associou a UGT acabou por se associar. É a primeira primeira greve geral conjunta das duas centrais sindicais nacionais, desde 2013, quando a troika ainda estava em Portugal. “Sendo uma greve convocada pelas duas centrais sindicais [é preciso] procurar esse entendimento conjunto”, defendeu o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, Bernardo Trindade, ao JE.
10 Novembro 2025, 10h45

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, em declarações ao Jornal Económico (JE) apela a um diálogo entre governo e confederações no sentido de se discutir os motivos que levaram à convocação de uma greve geral, pela CGTP, para 11 de dezembro, à qual se associou a UGT.

Bernardo Trindade defendeu que o executivo, liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, deve através da concertação social, se juntar às confederações patronais, de modo a se construir “as pontes necessárias” de modo a discutir os pontos que levaram à convocação da greve geral.

“Sendo uma greve convocada pelas duas centrais sindicais [é preciso] procurar esse entendimento conjunto”, defendeu Bernardo Trindade.

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, anunciou no sábado, a realização de uma greve geral, para 11 de dezembro, contra o pacote laboral, à qual depois se associou a UGT.

Esta é a primeira primeira greve geral conjunta das duas centrais sindicais nacionais, desde 2013, há mais de dez anos, quando a troika ainda estava em Portugal.

Na sexta-feira, na Assembleia da República, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, confirmou que a discussão, sobre a lei do trabalho, na concertação social,  seria “profunda” mas “não eterna”, sublinhando que o Governo iria em “buscar de um acordo” mas sem abdicar daqueles que são os seus “pilares estratégicos”, onde se inclui as alterações à lei da greve.

Na Assembleia da República a governante confirmou também que um dos objetivos, das alterações à lei do trabalho, passa por flexibilizar regimes laborais “que são muito rígidos” de modo a aumentar a “competitividade da economia e promover a produtividade das empresas”.


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