Grupo Bosch leva a Berlim as máquinas do futuro

Sendo certo que o futuro já está a ser fabricado, segundo o grupo que tem em Braga uma das suas maiores e mais avançadas unidades industriais. Indústria, agricultura, serviços e vida comum, está tudo na mira do grupo.

O grupo Bosch – que tem em Braga uma das suas maiores unidades industriais – vai levar a Berlim a suas mais recentes novidades, num mundo que mistura robots com Inteligência artificial, computadores para a mobilidade conectada e automatizada e casas inteligentes. O Bosch ConnectedWorld 2020, evento dedicado à indústria da Internet das coisas e que acontece de 19 a 20 de fevereiro em Berlim, a Bosch mostra as soluções atuais que já fazem o futuro.

Segundo a empresa, o segredo desse futuro está na computação poderosa para a arquitetura eletrónica que permita aumentar a eletrificação, automação e conectividade, que exigem uma melhor arquitetura eletrónica nos veículos. “Uma das chaves para os veículos do futuro está em unidades de controlo poderosas. Os computadores da Bosch, aplicados à mobilidade, vão aumentar a capacidade de computação dos veículos em 1000 vezes, já no início da próxima década”, promete.

Estes tipos de computadores estão já em produção, “aplicados à condução autónoma, sistemas de transmissão, e na integração em sistemas de infotainment e funções de assistência à condução”.

Por outro lado, o grupo aposta também numa maior eficiência e transparência na produção e logística: “O Nexeed Industrial Application System para Indústria 4.0 fornece todos os dados do processo de produção e logística num formato padronizado, identificando qualquer potencial de otimização”.

Este sistema já está implantado em fábricas Bosch, que individualmente, conseguiram obter ganhos de eficiência de até 25%. O Nexeed Track and Trace também pode otimizar a logística: monitoriza e rastreia cargas e transportadores de carga programando sensores e gateways para reportar, de forma regular, a sua localização e status, enviando essa informação para a cloud. Isto significa que os especialistas em logística e quem faz o planeamento sabem, por exemplo, onde estão as suas paletes de caixas, ou os materiais de produção, e se chegarão tempo ao seu destino.

Outra das tecnologias em que a Bosch está envolvida são as células de combustível estacionárias: células de combustível de óxido sólido (SOFC), que têm um papel importante na segurança dos sistemas flexíveis de fornecimento de energia. Uma das utilizações desta tecnologia é a criação de estações de alimentação para cidades, fábricas e centros de dados, assim como para pontos de carregamento para veículos. “A Bosch investiu recentemente 90 milhões de euros na Ceres Power, empresa especializada em células de combustível, aumentado a sua participação para 18%”.

Por último, o grupo destaca os seus ecossistemas digitais para agricultura inteligente: o Nevonex – um sistema aberto e independente que traz serviços digitais para máquinas agrícolas, “permitindo a conectividade perfeita entre fluxos de trabalho e máquinas”. Também serve como uma plataforma em que os fornecedores de tecnologia ou equipamento agrícola podem oferecer os seus serviços. “Esses serviços podem ser executados diretamente em máquinas agrícolas novas ou existentes, desde que possuam uma unidade de controlo habilitada para Nevonez. “A conexão de sensores já incluídos ou adaptados à máquina abre um potencial de eficiência adicional – por exemplo, para otimizar a dispersão de sementes, fertilizantes ou pesticidas ou para automatizar os fluxos de trabalho”.

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