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Jerónimo Martins fecha lojas da Hussel até abril

O encerramento das 18 lojas da Hussel será feito de forma progressiva até 30 de abril de 2026. “Aos colaboradores da Hussel foi garantida estabilidade de emprego numa das restantes Companhias do Grupo Jerónimo Martins em Portugal”, esclareceu o grupo português, que confirmou que o encerramento “decorre de um conjunto de fatores” cujo impacto duradouro” levou ao entendimento de estar-se perante uma situação de insustentabilidade sem que existam “fundadas” perspetivas de reversibilidade.
3 – Jerónimo Martins
6 Janeiro 2026, 11h53

A Jerónimo Martins confirmou esta terça-feira, a descontinuação da operação da Hussel, uma cadeia que comercializava chocolates e confeitaria em Portugal.

“O Grupo Jerónimo Martins lamenta informar que, após profunda análise e aturados esforços para viabilizar a empresa, que acabaram por não ser bem-sucedidos, tomou a difícil decisão de descontinuar a operação da Hussel”, disse o grupo.

A Jerónimo Martins adiantou que o encerramento das 18 lojas da Hussel será feito de forma progressiva até 30 de abril de 2026.

“Aos colaboradores da Hussel foi garantida estabilidade de emprego numa das restantes Companhias do Grupo Jerónimo Martins em Portugal. A decisão de encerramento da operação da Hussel decorre de um conjunto de fatores, cujo impacto duradouro levou ao entendimento de estar-se perante uma situação de insustentabilidade da empresa sem que existam fundadas perspetivas de reversibilidade”, explica o Grupo Jerónimo Martins.

O grupo salienta que em 2024 a Hussel GmbH, que era o parceiro alemão de Jerónimo Martins na Hussel, declarou insolvência no “culminar de uma trajetória de graves dificuldades financeiras amplificadas” pela pandemia por COVID-19. “Este processo acabou por pôr fim à parceria em que assentava a operação em Portugal, o que gerou problemas de abastecimento e de perda de escala. Num contexto de forte subida dos custos – sobretudo os relacionados com rendas –, estas dificuldades acabaram por revelar- se insanáveis”, descreve a Jerónimo Martins.

O grupo português adiantou também que “pesou muito” a forte e continuada pressão sobre o preço do cacau induzida por uma combinação de fatores, com “destaque para a queda da produção nos grandes países produtores (quando a procura global continua a aumentar), o impacto das condições climatéricas adversas nas colheitas e a tendência regulatória crescente (trazida designadamente pela anunciada aplicação do Regulamento Europeu Contra a Desflorestação)”.


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