Grupo José de Mello comprou 68,5% da Enkrott para entrar no setor do tratamento de águas

A operação foi efetuada pela participada Bondalti, representando as soluções para tratamento de águas “um novo caminho de crescimento da empresa, “com grande complementaridade relativamente à sua atividade nos químicos industriais, nomeadamente a produção de cloro”.

O Grupo José de Mello anunciou a entrada numa nova área de negócio, o tratamento de águas, para consolidar a sua estratégia de crescimento, através da aquisição, por intermédio da sua participada Bondalti, de 68,5% da Enkrott.

“A Bondalti, maior empresa portuguesa do setor químico, pertencente ao Grupo José de Mello, acaba de adquirir uma participação de 68,5% na Enkrott – Gestão e Tratamento de Águas S.A., concretizando, assim, a entrada numa nova área de negócio”, revela um comunicado do grupo liderado por Vasco de Mello.

De acordo com esse documento, “as soluções para tratamento de águas representam um novo caminho de crescimento da Bondalti, com grande complementaridade relativamente à sua atividade nos químicos industriais, nomeadamente a produção de cloro. Esta nova área de negócio traduz também uma aposta de Iongo prazo num setor de atividade alinhado com as grandes tendências globais de desenvolvimento sustentável, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas relativos à eficiência no uso, abastecimento e acesso a água potável (ODS 6)”.

“A entrada no negócio de tecnologias e equipamentos para tratamento de águas é mais um sinal da aposta de expansão da Bondalti, seguindo-se à inauguração da fábrica de Torrelavega, Espanha, que posicionou a empresa como maior produtor ibérico de cloro, e à apresentação do projeto de produção de hidrogénio no seu complexo de Estarreja, cujo potencial fará de Portugal um exportador líquido deste produto”, adianta o referido cmunicado.

A Enkrott é “uma empresa especializada no desenvolvimento, fabrico e operação de um vasto leque de soluções globais inovadoras e de valor acrescentado no âmbito das tecnologias de tratamento de água, em especial em águas de consumo humano e de processo industrial”.

Segundo os responsáveis da Bondalti, a Enkrott foi criada em Portugal em 1961, e é hoje reconhecida como líder no mercado nacional, operando também em Angola, “onde é igualmente líder de mercado”, e em Espanha.

A Enkrott produz e exporta as suas tecnologias e equipamentos para clientes em todas as regiões do mundo, de Portugal à Austrália.

“Ao ser concretizado no atual contexto económico de grande adversidade, este negócio demonstra o compromisso da Bondalti com a sua estratégia, confirma a sua resiliência e sustentabilidade financeira, e representa uma aposta inequívoca nas capacidades de engenharia nacionais e no seu potencial de crescimento e reforço de negócio, tanto interno como exportador”, afirma João de Mello, presidente do conselho de administração da Bondalti.

Não foi revelado o valor desta operação.

Recorde-se que a Bondalti, antiga Companhia União Fabril, se assume como o maior produtor português no setor da química industrial, atuando nos químicos industriais (químicos orgânicos: anilina e derivados – e químicos inorgânicos: cloro-álcalis).

“Com uma forte aposta no mercado ibérico, a Bondalti possui instalações industriais em Estarreja, Barreiro, Coimbra e na Cantábria. Exporta para a Europa Ocidental e de Leste, Médio Oriente e África. É membro do BCSD – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável e da Associação Portuguesa de Empresas Químicas, tendo subscrito o compromisso de Atuação Responsável”, assumem os responsáveis da empresa.

O mesmo documento acrescenta que “a Bondalti tem vindo a investir na modernização sustentável das suas operações, tendo como exemplos a introdução de tecnologia de membrana na produção de cloro-álcalis, considerada a melhor tecnologia disponível em termos ambientais, a automatização da maioria das suas operações industriais, o desenvolvimento de novas tecnologias proprietárias, e a eficiência energética dos seus processos”.

 

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