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Grupo Renault aumenta receitas em 6% para 11,4 mil milhões no terceiro trimestre

As vendas do grupo Renault aumentaram 9,8% para as 529 mil unidades no terceiro trimestre.
24 Outubro 2025, 12h12

O grupo Renault anunciou um aumento de 6,8% nas receitas, no terceiro trimestre, para os 11,4 mil milhões de euros. Em termos de vendas, até final de setembro, o principal mercado do grupo foi o francês (392.802 unidades), Itália (144.349 unidades), Espanha (127.731 unidades) enquanto que Portugal surge na 14ª posição com 28.560 unidades.

O setor automóvel contribuiu com receitas de 9,8 mil milhões de euros, mais 5%, no terceiro trimestre, face ao ano anterior. Na área de serviços de mobilidade verificou-se um crescimento de 64% para os 23 milhões de euros.

A área de financiamento de vendas cresceu 18,4% para os 1,5 mil milhões de euros, no terceiro trimestre, face ao ano passado.

Para os primeiros nove meses do ano, as receitas do grupo subiram 3,7% para os 39,1 mil milhões de euros, enquanto que as receitas geradas pela área automóvel aumentaram 1,7% para os 34,3 mil milhões de euros.

As vendas do grupo aumentaram 9,8% para as 529.486 unidades no terceiro trimestre, face ao ano passado. Por marcas a Renault registou um crescimento de 6,6% para as 362 mil unidades, a Dacia viu as vendas incrementarem 16,2% para as 165 mil unidades, enquanto que a Alpine sofreu uma subida de 275% para as 2.300 unidades.

O grupo disse ainda que as vendas internacionais aumentaram 14,9% e as vendas na Europa tiveram um crescimento de 7,5% no terceiro trimestre. Nos primeiros nove meses do ano as vendas totais do grupo sofreram um incremento de 3,8%, para os 1.698.964 veículos.

Nos primeiros nove meses, o grupo salienta que as vendas na Renault, Dacia, e Alpine aumentaram.

A Renault nos primeiros nove meses do ano vendeu 1.169.806 veículos em todo o mundo, mais 3,8% face ao período homólogo. “Na Europa, no mercado dos veículos de passageiros, a marca registou um crescimento de 7,5% (o segundo maior aumento entre as 15 principais marcas automóveis), com 546.314 unidades vendidas. A quota de mercado da marca nos veículos de passageiros aumentou 0,3 pontos percentuais, para 5,5%. O Plano de Ação Internacional da Renault continua a apresentar um desempenho sólido, com um crescimento de 15,6% (veículos de passageiros + veículos comerciais ligeiros) a nível internacional, em comparação com o ano passado”, salientou o grupo.

Já a Dacia vendeu 521.387 veículos em todo o mundo, nos primeiros nove meses do ano (+4,1% em comparação com o mesmo período de 2024). “Na Europa, com 449.634 automóveis de passageiros vendidos (+5,3%), a marca manteve a nona posição no mercado de automóveis de passageiros. Subiu uma posição e ocupa agora o segundo lugar no pódio europeu nas vendas de automóveis de passageiros a clientes particulares, o principal mercado-alvo da marca”, salientou o grupo

A Alpine consegui “mais do que duplicar” as suas vendas nos primeiros nove meses do ano, face ao ano passado, para os 7.394 veículos.

“A entrada de encomendas cresceu um dígito elevado na Europa no terceiro trimestre de 2025 em comparação com o ano anterior”, referiu o grupo.

O inventário do grupo subiu de 530 mil para 538 mil unidades no final de setembro.

“Num ambiente muito desafiante, continuamos a beneficiar da nossa gama atrativa e competitiva de veículos elétricos, com motor de combustão interna (ICE) e híbridos, que permitiu um aumento de 6,8% na receita do Grupo neste trimestre. A Mobilize Financial Services, o nosso prestador de serviços financeiros, também apresentou um desempenho sólido, confirmando o seu papel estratégico no desenvolvimento do grupo, tanto agora como a longo prazo”, disse o diretor financeiro do grupo Renault, Duncan Minto.

Grupo confirma outlook

O grupo confirmou também o seu outlook para 2025 projetando uma margem operacional de 6,5% e um fluxo de caixa livre entre mil milhões de euros e 1,5 mil milhões de euros.

Para o quatro trimestre o grupo salientou que prevê lançar os seguintes modelos: Renault Boreal (SUV C), Renault Kwid E-Tech, Alpine A390 (SUV C) e Renault Clio 6 (com as primeiras entregas previstas para o primeiro trimestre de 2026).

“Motivados pela ambição de nos destacarmos em áreas que dominamos, continuamos totalmente empenhados na nossa estratégia de valor sobre volume e prosseguimos com a execução rigorosa do nosso roteiro de redução de custos. Confirmámos a nossa perspetiva financeira para 2025, com uma margem operacional do Grupo de cerca de 6,5% e um fluxo de caixa livre entre mil milhões de euros e 1,5 mil milhões de euros. Ao mesmo tempo, estamos a preparar ativamente o nosso próximo plano a médio prazo, concebido para acelerar a transformação do Grupo e desbloquear novas oportunidades”, acrescentou Duncan Minto.


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