Há um drone que pode resolver as falhas do SIRESP

Novo projeto do INESC TEC e da Tekever pode ajudar a ultrapassar as falhas de comunicação dos cenários de emergência em Portugal.

Apesar das recentes polémicas sobre os drones, as aeronaves remotamente pilotadas podem ser a solução que as autoridades procuram para resolver as constantes falhas do SIRESP.

Nos cenários de emergência como por exemplo, em situações de cheias e incêndios, a utilização de drones pode ser uma das melhores opções para restabelecer as comunicações entre as autoridades.

“O SIRESP usa atualmente uma tecnologia que tem como sistema –TETRA- que exige estabelecer bases (fixas). Contrariamente, aos drones que apresentam uma situação mais avançada. Podem estender a cobertura 4G a outras zonas que não a têm, ao sobrevoa-las, o que faz deste sistema mais rápido e mais flexível”, disse ao Jornal Económico, Rui Campos, investigador e responsável pela área de redes sem fios do Centro de Telecomunicações e Multimédia do INESC TEC.

A solução está ainda em fase de desenvolvimento no projeto WISE e segundo o investigador estará no mercado a médio-longo-prazo, com uma previsão de lançar o protótipo no início de 2019.

Para utilizar este dispositivo não será necessário uma formação. “Pretendemos uma utilização autónoma, ou seja, que os drones sejam capazes de identificar as zonas com falha de cobertura e se desloquem até ao local para a aumentá-la”, disse Rui Campos.

A rede acompanharia os dispositivos móveis e as “gerações de tráfego” (como as redes socias), podendo ser identificados não só em situações de emergência, mas também num cenário mais abrangente, como em eventos com grandes concentrações de pessoas (festivais de verão, concertos, entre outros).

Também existem algumas limitações – “Os drones em situações de grande incêndio podem não se aproximar destas zonas e os fumos podem evitar a navegação. Mas não estamos limitados, podemos usar alternativas a estes dispositivos, como os dirigíveis e balões que permitem estabelecer a comunicação”.

A solução está a ser desenvolvida no âmbito do projeto WISE, que é financiado por Fundos FEDER através do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização COMPETE 2020 e por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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