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Heineken vai cortar seis mil postos de trabalho

O diretor financeiro da empresa, Harold van den Broek, citado pela Reuters, referiu que a medida visa “fortalecer” as operações da Heineken de modo a que se possa “investir no crescimento”.
FILE PHOTO: Packs of Heineken beer are displayed for sale at a Carrefour hypermarket in Nice, France, April 6, 2016. REUTERS/Eric Gaillard/File Photo
11 Fevereiro 2026, 08h45

A Heineken, seguindo o mesmo caminho da Carlsberg, vai cortar seis mil postos de trabalho, ao nível global, o equivalente a 7% da sua força de trabalho que totaliza 87 mil pessoas, face a uma perspetiva de crescimento mais baixa em 2026, de acordo com agência noticiosa Reuters, num setor que enfrenta uma fraca procura.

O diretor financeiro da empresa, Harold van den Broek, citado pela Reuters, referiu que a medida visa “fortalecer” as operações da Heineken de modo a que se possa “investir no crescimento”. As iniciativas que serão tomadas pela organização, e que terão reflexos na redução da sua força de trabalho, vão decorrer em dois anos.

A redução da força de trabalho da empresa deve ter como foco a Europa e mercados não prioritários que possuem perspetivas de crescimento mais reduzidas, sublinha a agência noticiosa. A Heineken prevê um crescimento mais moderado dos seus lucros para 2026, para um intervalo entre os 2% e os 6%, face ao intervalo entre os 4% e os 8% que estavam projetados para 2025.

Empresa procura novo CEO

Isto surge numa altura em que a Heineken procura um novo CEO depois de ter sido anunciado em janeiro a saída de Dolf van den Brink do cargo a 31 de maio deste ano.

“Após quase seis anos à frente da Heineken, período em que conduziu a empresa por momentos económicos e políticos turbulentos, e com a Estratégia EverGreen 2030 em vigor, Dolf van den Brink concluiu, em consulta com o Conselho de Supervisão, que este é o momento certo para passar o testemunho. O Conselho de Supervisão respeita a decisão de Dolf van den Brink e vai agora iniciar um processo de busca para nomear um sucessor”, referiu a empresa.

Apesar de Dolf van den Brink sair do cargo de CEO a 31 de maio este concordou em permanecer à disposição da empresa como consultor por um período de oito meses, a partir de 1 de junho de 2026, de modo a “garantir que a empresa tem pleno acesso à experiência de Dolf van den Brink no setor e ao seu profundo conhecimento da Heineken”, salientou a organização.


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