[weglot_switcher]

Henrique Valente: “O consenso dos mercados é que a paralisação nos EUA não durará muito tempo”

O analista da ActivTrades Europe adianta também que o foco dos investidores “permanece” nas expetativas de cortes de taxas por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed), “reforçadas pela fraqueza” recente nos indicadores do mercado de trabalho privado.
2 Outubro 2025, 15h45

O analista da ActivTrades Europe, Henrique Valente, considera que o consenso dos mercados financeiros aponta para que a paralisação do Governo dos Estados Unidos “não dure muito tempo”. Uma das consequências da falta de entendimento entre republicanos e democratas, no que diz respeito ao orçamento, leva a que serviços federais considerados não essenciais não se encontrem em funcionamento.

“Os futuros do S&P500 estão a negociar em 6725 esta manhã, à medida que os investidores relativizam o impasse político em Washington que levou à primeira paralisação do governo em sete anos. Este bloqueio ameaça atrasar a divulgação de dados económicos cruciais, incluindo o relatório de emprego de sexta-feira, uma vez que muitos serviços públicos estão suspensos. Apesar disso, o consenso nos mercados é de que a paralisação não durará muito tempo”, salienta Henrique Valente.

O analista da ActivTrades Europe adianta também que o foco dos investidores “permanece” nas expetativas de cortes de taxas por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed), “reforçadas pela fraqueza” recente nos indicadores do mercado de trabalho privado.

“Neste contexto, as bolsas norte-americanas continuam a negociar em máximos históricos, sustentadas pelo alívio das yields das obrigações do Tesouro e pela valorização de setores como saúde e tecnologia. Na Europa, o otimismo também prevalece. O índice bolsista alemão DAX tem vindo a registar ganhos nos últimos dias, impulsionado pela força das farmacêuticas, pelo bom desempenho do setor tecnológico e pela expetativa de políticas orçamentais mais flexíveis na Alemanha. O apetite por risco mantém-se elevado, apesar da fragilidade macroeconómica da região”, afirma Henrique Valente.

RELACIONADO

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.