High Bridge reduz posição na Pharol para 4,88%

Em comunicado divulgado pela Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por Luís Palha da Silva diz que “recebeu do Banco Comercial Português a notificação de participação qualificada” de 4,88%.

Luís Palha da Silva, CEO da Pharol

A High Bridge Unipessoal reduziu a participação que tinha na Pharol, de 9,99% para 4,88%.

Em comunicado divulgado pela Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por Luís Palha da Silva diz que “recebeu do Banco Comercial Português a notificação de participação qualificada” de 4,88%.

O Millennium bcp é credor da High Bridge porque a empresa entrou em incumprimento um contrato de financiamento. Em consequência, o banco liderado por Miguel Maya ficou com o direito de poder apropriar-se das ações que a High Bridge detinha na Pharol, passando a deter 9,99% da empresa cotada no PSI 20. No âmbito desse empréstimo, as ações da Pharol foram dadas como colateral.

No dia 12 de agosto, o BCP acionou o direito que lhe permitia ficar com uma participação de cerca de 10% da Pharol devido ao incumprimento da High Bridge Unipessoal num financiamento dado pelo banco liderado por Miguel Maya.

Em causa estava a “imputação de direitos de voto inerentes que resulta dos termos e condições de penhores financeiros que incidem sobre ações, as quais continuam a ser detidas pelo respetivo titular”, e que permitiam ao BCP “vir a apropriar-se das ações ou exercer os respetivos direitos de voto”.

O banco liderado por Miguel Maya sempre demonstrou ter a intenção de vender as ações no caso de exercer o penhor. Fonte oficial do BCP revelou na altura, no entanto, que “no financiamento [concedido à High Bridge], o Millennium bcp não transferiu as ações para a sua propriedade, tendo apenas prestado informação sobre o direito acionado”. Além disso, o banco assumiu ainda que “não tem intenção de deter as ações da Pharol e, tendo direitos sobre as mesmas, o natural é vender”.

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O banco liderado por Miguel Maya assumiu ainda que “não tem intenção de deter as ações da Pharol e, tendo direitos sobre as mesmas, o natural é vender”.
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