Horta-Osório reconhecido pela Fortune por ‘combater’ estigma da saúde mental no trabalho

O banqueiro português integra a lista restrita de homens e mulheres que estão a “transformar o mundo e a inspirar outros a fazer o mesmo”. Em 2011, António Horta-Osório reconheceu publicamente as adversidades mentais por que estava a passar. Na altura, era inconcebível para um CEO de elevada notoriedade admitir isto.

António Horta-Osório, CEO do Lloyd’s Banking Group do Reino Unido, foi reconhecido pela revista Fortune  e está na 41º posição do ranking dos 50 melhores líderes do mundo em 2019. A lista, que vai na sexta edição, incluiu o banqueiro português por se ter tornado numa voz ativa no combate ao estigma da saúde mental no trabalho.

Em 2011, Horta-Osório reconheceu publicamente as adversidades mentais por que estava a passar. “Era inconcebível para um CEO de elevada notoriedade admitir isto”, lê-se na publicação (tradução livre). “Ele não sabia o que ia acontecer depois”.

O banqueiro português integra, assim, a lista restrita de homens e mulheres que estão a “transformar o mundo e a inspirar outros a fazer o mesmo”, no mundo dos negócios, governo, filantropia ou artes.

Na primeira posição surge o casal Bill e Melinda Gates. Bill, “uma força imparável”, e a “empática” Melinda, fundaram a Bill & Melinda Gates Foundation que, desde 1995, deu 45,5 mil milhões de dólares para investigação na saúde e ajudou países em desenvolvimento na prevenção de doenças. Cerca de 700 milhões de crianças terão beneficiado do apoio da Fundação do casal norte-americana.

Os CEO da Apple, Tim Cook, e da Microsoft, Satya Nadella, também integram a lista, onde também está incluída Jacinta Harden, primeira-ministra da Nova Zelândia, e a jovem sueca Greta Thunberg, uma ativista ambiental.

A adolescente discursou no último Fórum da Economia Mundial, onde disse revelou que não quer “esperança”, mas sim que o mundo entre em “pânico”, urgindo mais iniciativas e preocupação em relação às questões ambientais e alterações climáticas.

 

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