Huawei diz que pressão dos Estados Unidos criou “situação extremamente difícil”

No lançamento mundial do smartphone Huawei Mate40, o presidente executivo da Huawei para o segmento de consumo, Richard Yu, considerou que a empresa chinesa está a atravessar “um momento muito difícil”, devido à pressão dos Estados Unidos.

O presidente executivo da Huawei para o segmento de consumo, Richard Yu, considera que a empresa chinesa está a atravessar “um momento muito difícil”, devido à pressão dos Estados Unidos.

“Atravessamos um momento muito difícil. Estamos a sofrer com a terceira ronda de proibições do governo dos Estados Unidos”, afirmou Richard Yu, durante o lançamento mundial do Huawei Mate40. O gestor considerou também as proibições existentes “injustas, que tornam a situação extremamente difícil” para a Huawei.

O presidente executivo da Huawei para o segmento de consumo salientou que em três décadas de operações, a Huawei nunca parou de investir em tecnologia e inovação, “para melhorar a vida dos seres humanos”. Durante esse mesmo período, “a Huawei tem a melhor reputação em segurança cibernética e proteção de privacidade”, sublinhou.

Richard Yu afirmou que apesar das dificuldades dos tempos, a Huawei vai continuar a investir na inovação. “Nos últimos dez anos, assistimos ao crescimento da Huawei que passou de uma marca desconhecida para uma marca de smartphones e de smart device líder mundial”, disse.

A operação da Huawei tem decorrido sob pressão, devido à pressão norte-americana. Na Europa, Reino Unido e Suécia já anunciaram bloquear a operação da Huawei na implementação da quinta geração da rede móvel (5G).

A Suécia foi o mais recente país na Europa a avançar com um bloqueio. O regulador para as comunicações da Suécia anunciou na quarta-feira que vai proibir novos equipamentos dos grupos chineses Huawei e ZTE na nova rede de telecomunicações 5G como medida de segurança nacional e os já instalados terão de ser removidos até 01 de janeiro de 2025. Algo que a Huawei já considerou ser uma decisão “sem fundamento”.

Ler mais
Recomendadas

Guterres diz que América Central deve ser prioridade absoluta na cooperação internacional

O secretário-geral da ONU defendeu que a América Central deve ser uma prioridade absoluta para a cooperação internacional devido aos efeitos das alterações climáticas na região, recentemente atingida por dois furacões.

OCDE diz que economia mundial vai contrair 4,2% em 2020, recuperando 4,2% e 3,7% nos anos seguintes

China vai concentrar um terço do crescimento mundial em 2021 e é a única das principais economias a terminar 2020 com nota positiva. Zona euro sofre uma quebra de 7,5% este ano, e nos seguintes terá, tal como os Estados Unidos, “um contributo menor do que o seu peso na economia mundial” no que toca à recuperação.

Primeira-ministra da Escócia quer referendo sobre independência em 2021

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, afirmou hoje que pretende organizar em 2021 um segundo referendo sobre a independência desta província britânica caso o partido que lidera vença as eleições locais de maio próximo.
Comentários